Em 20 meses, 464 atentados anticristãos na Índia

A maioria no Estado de Karnataka

| 710 visitas

ROMA, quinta-feira, 8 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- Karnataka é o Estado da Índia com «o maior número de ataques anticristãos nestes últimos meses», revela o informe de uma organização cristã para os direitos humanos, difundido por «Eglises d’Asie» (EDA), a agência para as missões estrangeiras de Paris.



Segundo o «Conselho Global dos Cristãos Indianos» (GCIC), Karnataka é o Estado indiano que registrou o maior número de atos de violência anticristãos nos últimos vinte meses.

EDA catalogou 87 atentados declarados, cometidos em sua maior parte «nos lugares de reunião de fiéis». A Karnataka segue, por índice de violência, Madhya Pradesh, que registrou 30 no mesmo lapso.

O presidente do GCIC proporcionou um informe ao «National Human Rights Council» (Conselho Nacional de Direitos Humanos) da Índia, com um total de 464 atentados anticristãos no país nos últimos 20 meses.

O GCIC apresentou ante a Comissão de Direitos Humanos do Estado (SHRC) um informe pedindo que se abra uma investigação independente.

Segundo a organização, o aumento dos atentados anticristãos em Karnataka tem conexão com a chegada do partido Bharatiya Janata (BJP) à coalizão governamental.

Segundo esta versão, o partido teria fomentado «o clima de impunidade reinante com relação aos atos de violência cometidos em nome da ‘hindutva’», ideologia da extrema direita hinduísta.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos transmitiu uma cópia do informe ao secretário-geral do Governo de Karnataka, pedindo uma resposta nas três semanas seguintes à sua entrevista com altos funcionários responsáveis pela segurança e pelo respeito à ordem pública.

Segundo a organização cristã de direitos humanos, «a polícia se nega, na maior parte dos casos, a registrar as denúncias ou a realizar uma indagação séria». «Quando se registra uma denúncia, a justiça se volta com freqüência contra as vítimas», razão pela qual muitas agressões não chegam ao conhecimento das autoridades.