Em memória das crianças americanas e das professoras heroicas

Carta de crianças a Barack Obama pede regulamentação da venda de armas

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Giuseppe Adernò

ROMA, quinta-feira, 20 de dezembro de 2012 (ZENIT.org) - Neste natal, todas as escolas deverão recordar as 26 vítimas do tiroteio em Sandy Hook, na localidade de Newtown, estado de Connecticut, EUA. Em particular, as 20 crianças que morreram naquele ataque.

A memória das jovens vítimas não é apenas uma expressão de solidariedade e de proximidade às famílias afetadas pela dor, mas um aviso sobre o significado da vida e da precariedade do homem.

A tragédia, que levanta tantos por quês, não acha respostas humanas aceitáveis e plausíveis. Só a fidelidade ao Senhor pode trazer conforto e esperança. Nos rostos das crianças que sobreviveram, vemos a angústia e o medo, que o amor dos pais e dos professores poderá sanar com o tempo.

A coragem da diretora Dawn Hochspung e das professoras Victoria Soto, que se posicionou como escudo humano para defender as crianças da primeira série, e Maryrose Kristopik, a professor de música que salvou vinte crianças da quarta série escondendo-as dentro dos armários para os instrumentos musicais, são uma lição de grande valentia e de atencioso serviço educativo e profissional.

No exercício da docência, não há regras impostas. Há um coração que estabelece as regras e produz gestos de verdadeiros educadores, capazes de olhar por todos e cada um.

O Instituto Juvenil Parini, de Catânia [Itália], dedicou às jovens vítimas da América do Norte o seu Concerto de Natal, com o coral de crianças executando canções em italiano, latim, inglês, francês, alemão, norueguês e ucraniano. Eles também escreveram uma carta ao presidente dos EUA, Barack Obama, pedindo a regulamentação da venda de armas, que hoje podem ser compradas muito facilmente nos Estados Unidos.

Que esta iniciativa se repita em todas as escolas. Que a voz das crianças chegue aos poderosos e mude as leis que semeiam morte e destruição.

(Trad.Zenit)