Em sua primeira visita aos Estados Unidos

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WASHINGTON, quinta-feira, 16 de agosto de 2007 (ZENIT.org).- Em sua primeira visita aos Estados Unidos, o cardeal Tarcisio Bertone, o colaborador mais próximo de Bento XVI na guia da Santa Sé, declarou que todo político tem o dever e o direito de ser coerente com sua fé.



O purpurado italiano, secretário de Estado desde setembro passado, fez este comentário em uma coletiva de imprensa que concedeu ao participar da convenção anual dos Cavaleiros de Colombo, em 8 de agosto, Nashville (Tennessee).

O cardeal comentou o debate que aconteceu no ano 2004 nos Estados Unidos sobre a possibilidade de negar a Comunhão eucarística àqueles políticos que apóiam o aborto.

«No ano 2008 também veremos candidatos católicos, incluindo aqueles que apóiam o aborto», constatou um jornalista. E perguntou: «É um debate nos Estados Unidos sobre o qual o Vaticano quer oferecer orientações para os bispos?».

O cardeal respondeu explicando que «não é necessário repetir novas normas, pois as normas já ficaram bem explicadas na doutrina da Igreja e essas normas têm a ver com a maneira adequada com a qual as pessoas querem receber a Comunhão».

«Não entendo como uma pessoa com um cargo público ou comprometida na atividade política poderia ser obrigada a renunciar à sua identidade católica porque um partido, seja nos Estados Unidos ou em outros países, impõe uma opção ética baseada no programa do partido.»

«Desde meu ponto de vista, isso não respeita a liberdade de consciência. Parece-me que é uma opressão da consciência. Onde está a liberdade de consciência que é proclamada e defendida nos Estados Unidos?», perguntou.

O cardeal especificou que se referia a questões não só como o aborto, mas também ao matrimônio homossexual ou à pesquisa com embriões.

O cardeal manteve uma conversa telefônica com a secretaria de Estado, Condoleezza Rice, e confirmou que a visita de Bento XVI aos Estados Unidos, «provavelmente no próximo ano», «está em fase de trabalho».