Em visita à Favela da Varginha Papa conversou e rezou com pastor e fieis reunidos na porta de sua Igreja evangélica

Quarta coletiva de Imprensa com Pe. Federico Lombardi, SJ, diretor da Sala de Imprensa do Vaticano

Rio de Janeiro, (Zenit.org) Thácio Siqueira | 717 visitas

Mãos congeladas, chuva constante e muita alegria no coração. Assim estavam os jovens na festa de acolhida do Papa Francisco na noite de ontem em Copacabana. Com essas circunstâncias, às 20h30 dessa quinta-feira, no  Media Center do Forte de Copacabana, Pe. Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa Vaticana, juntamente com Pe. Márcio Queiroz, diretor de comunicação da JMJ, concederam a coletiva de imprensa resumindo esse quarto dia do Santo Padre Francisco em solo brasileiro.

 A agenda do Papa começou com uma atividade muito importante, foi o que referiu o Porta-voz do vaticano. O Pontífice celebrou uma missa com a presença de todos os seminaristas da arquidiocese, do seminário maior, propedêutico e do seminário Redemptoris Mater, juntamente com os seus formadores. Umas 300 pessoas no total. Na homilia o Santo Padre disse aos seminaristas que levam tesouros em vasos de barro, e que portanto deveriam, conscientes disso, buscar com muita frequência a confissão e a adoração eucarística.

Logo após o Papa recebeu a Chave da Cidade e abençoou as bandeiras da Olimpíada e da paraolimpíada de 2016. Abençoou e cumprimentou diversos deportistas, dentre os quais Oscar Schmidt, jogador de basquete brasileiro que luta contra o câncer. “Mas, não vi Pelé. Não sei se estava, mas não o vi”, disse Pe. Lombardi.

“Fomos à paróquia do Pe. Márcio em Varginha, como vocês puderam ver pela televisão”. Dessa visita Pe. Lombardi destacou duas coisas: primeiramente “durante a visita vi os olhos do Papa cheios de lágrimas”, o que mostra que ele estava emocionado e muito feliz com o que estava vivendo. Em segundo lugar “destaco quando o Papa entrou na pequena casa da família, 4 por 5 metros”. Ali, disse Pe. Lombardi, havia umas 20 pessoas, da criança recém-nascida, à senhora de 93 anos. O Papa conversou, tirou fotos e rezou com eles.

O sacerdote afirmou que a família só foi avisada à meia noite do dia anterior quando “liguei e perguntei se ela sabia guardar segredo e se tinha problema cardíaco”, disse Pe. Márcio. Em seguida “perguntei-lhe se podia receber o Papa na sua casa”. A senhora, emocionada, disse ao padre que toda a família tinha se reunido na sua casa para ver o Papa no Rio, todos são da Paraíba, e que isso estava sendo um grande presente.

Até mesmo um encontro ecumênico aconteceu de forma espontânea, quando ao sair da casa da família – disse pe. Márcio – o Papa parou em frente de uma Igreja evangélica, cujo pastor e fieis estavam na porta e tinham o desejo de cumprimentar o Papa. O Pontífice cumprimentou-os e rezou com eles um Pai Nosso“.

“Com a visita ao hospital ontem à tarde e com esta na comunidade de Varginha, acho que o Papa conseguiu ter esses dois encontros tão desejados com os pobres e sofredores”, afirmou Pe. Lombardi.

Sobre o famoso encontro com os argentinos, Pe. Lombardi confirmou o número de aproximadamente 30 mil peregrinos, a maioria fora da Catedral. Papa Francisco falou na catedral que os jovens deveriam “hacer líos” nas suas dioceses, bagunçar as suas dioceses,  “no sentido de sair do fechamento, pois é a sua clássica mensagem de missionariedade, embora crie terremotos, é necessário”... disse o porta-voz da Santa Sé.

Pe. Lombardi confirmou a notícia de que a missa de envio do Papa já não será em Guaratiba, mas em Copacabana. “Os organizadores se reuniram com as autoridades e viram que não era prudente que os jovens passassem a noite ali”. Depois de ligarem para o Papa com o fim de saber o seu parecer, o Pontífice mostrou-se completamente de acordo, dado que os organizadores do evento tinham chegado à conclusão de que não era prudente realizar o encontro naquelas circunstâncias.

Na manhã da sexta-feira, às 7h30 o Papa Francisco vai celebrar a missa privada na residência so Sumaré. Às 10h ouvirá confissões na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, na Zona Norte. Em seguida, se encontrará com 5 jovens detentos no Palácio  São Joaquim, residência do Arcebispo do Rio de Janeiro, “Um encontro muito pequeno”, mas que o Papa tem no coração. Às 12h o Papa rezará o Angelus da janela do Palácio São Joaquim. Após a oração o Papa almoçará com 12 jovens. A previsão é que pela tarde o Papa chegue por volta das 17h45 em Copacabana, do Posto 6 até o Leme. Às 18h começará o terceiro evento Central da JMJ, com a celebração da Via Sacra.