Empresários cristãos: falta economia de mercado solidária

Desafios da empresa depois de 200 anos da independência da América Latina

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Por Nieves San Martín

COCHABAMBA, quinta-feira, 24 de junho de 2010 (ZENIT.org) - Um grupo de bispos, empresários, sacerdotes e leigos, convocados pelo Departamento de Justiça e Solidariedade do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM) e pela União Internacional Cristã de Dirigentes de Empresa (UNIAPAC) Latino-Americana, se reuniram em Cochabamba (Bolívia), nos dias 17 e 18 de junho.

O objetivo era estudar desafios da empresa depois de 200 anos da independência da América Latina e do Caribe.

Os participantes do encontro vieram do México, República Dominicana, Haiti, Colômbia, Equador, Bolívia, Peru, Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai, informa o CELAM. Em 18 de junho, publicaram a Declaração de Cochabamba, na qual fazem uma série de propostas.

Durante estes dias, oraram, refletiram e discerniram juntos, em clima de fraternidade. A convivência, afirmam os espectadores, "foi simples, franca e alegre; nossos diálogos foram respeitosos e sinceros. Nossa busca comum - de pastores e empresários - consistiu em identificar alguns desafios da empresa depois de 200 anos da Independência da América Latina e do Caribe".

Os participantes afirmaram que "é preciso uma economia de mercado solidária, que incorpore todos. É necessário mostrar como a riqueza privada contribui para o bem comum, sobretudo em benefício dos mais desfavorecidos e excluídos".

Ser empresário cristão nos tempos atuais, segundo os que assinaram a Declaração, "tem um profundo significado humano; é um projeto de vida que adquire seu sentido de fé, esperança e caridade. Compromete a viver com autenticidade o sacerdócio batismal".

"Suas convicções são, entre outras, de que o homem não será humano se não for irmão; que o capital humano é o primeiro capital; que a empresa é sociedade de capitais e, sobretudo, uma sociedade de pessoas."

Os signatários enumeraram uma série de desafios com que se depara a empresa latino-americana.

Também o desafio de "enfrentar e superar com integridade e força as situações de injustiça, garantindo a vida digna das comunidades, mediante economias saudáveis e solidárias, favorecendo uma economia de caridade e caridade na economia".

"Incentivar - diante a mudança de época pela qual passamos - espaços e escolas de formação para compreender os novos paradigmas com os quais o empreendedor se depara, e gerar novas lideranças."

Por último, "acompanhar pastoralmente, no âmbito diocesano, os empresários, trabalhadores e líderes sociais em sua vivência do seguimento de Jesus. Promover o compromisso dos leigos, construtores de uma sociedade justa, fraterna, solidária com dignas relações sociais e com a natureza. Impulsionar, para alcançar isso, o conhecimento e a difusão da doutrina social da Igreja".