Encerrado o 5º Mutirão Brasileiro de Comunicação

Evento realizou-se em Belém, norte do país

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BELÉM, domingo, 22 de julho de 2007 (ZENIT.org).- , O 5º Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom) encerrou na manhã dessa sexta-feira, dia 20, em Belém (Pará, norte do país).



«O Mutirão se encerra como espaço, mas continua como compromisso em nossas paróquias», afirmou o arcebispo anfitrião, Dom Orani João Tempesta, segundo informa a Sala de Imprensa da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

«Damos por concluído o tempo do Mutirão, mas não dos frutos», concluiu o arcebispo, comunicando a realização do 6º Muticom em Porto Alegre, em 2009. Em seguida, ele fez a entrega do símbolo do Mutirão a Dorgival Cruz, de Santa Cruz do Sul (Rio Grande do Sul), que o encaminhará para a arquidiocese de Porto Alegre.

Com transmissão ao vivo pela TV Nazaré, a cerimônia de encerramento começou com um vídeo-clip, produzido pela mesma TV, apresentando uma síntese do que foi o Mutirão.

A secretária executiva do Norte 2 da CNBB (Pará e Amapá), Orlanda Rodrigues, apresentou o projeto Cidades Solidárias a ser desenvolvido pela Comissão Regional de Evangelização da Amazônia.

O projeto visa aproximar a cultura do povo amazônida com as culturas das demais regiões do país. «Nosso projeto tem o objetivo de ser instrumento de integração entre as cidades do sul, sudeste, centro e nordeste com as cidades da Amazônia», explicou a secretária. «Convidamos o Brasil a pensar a Amazônia partir da Amazônia», completou.

Já o presidente da União Cristã Brasileira de Comunicação (UCBC), Francisco Moraes, ressaltou que a riqueza do Mutirão foi reunir, em Belém, as diferentes culturas vindas de todo o país manifestadas na presença dos comunicadores presentes ao evento. «A nossa fé é a razão da nossa ação comunicadora e comunicativa», ressaltou Moraes.

«O Mutirão circulou pelo Brasil, de maneira silenciosa, através de nossas rádios aqui presentes», afirmou a presidente da Rede Católica de Rádio (RCR), Irmã Helena Corazza. «A rede de notícias procura trabalhar cristamente a notícia», explicou a Irmã, referindo-se ao jornal produzido pela RCR e transmitido em rede por cerca de 200 emissoras.

O presidente da Unda/Brasil, Antonio Celso Pinelli, ressaltou o conteúdo do Mutirão como riqueza que cada participante leva do evento. «A bagagem de vocês está pesada não só de brindes e lembranças do Pará, mas de conhecimentos aqui adquiridos».

O diretor de comunicação da Fundação Nazaré e responsável pela organização do Muticom, João Bosco Gomes, iniciou suas palavras agradecendo a Deus pela realização do Mutirão.

«Aprendi, no evangelho de São João, que sem Deus a gente não pode fazer nada. Entreguei a Deus a organização do Mutirão», explicou Gomes ao descrever os desafios e as dificuldades para organizar o evento, uma vez que teve pouco menos de quatro meses para prepará-lo. «O 5º Mutirão Brasileiro de Comunicação foi mais uma proeza de Deus», concluiu Gomes, aplaudido de pé pela assembléia.

Muito aplaudido foi o arcebispo emérito da Arquidiocese de Belém, Dom Vicente Zico, ao ser chamado para se pronunciar sobre o Mutirão.

«Acompanhei com alegria a realização desse Mutirão e me associo aos que vivem a alegria desse momento», disse o arcebispo. Para ele, a comunicação da Igreja e a Amazônia são as duas riquezas do Mutirão. «Eu me sinto inserido nessas duas riquezas», afirmou, citando a Fundação Nazaré de Comunicação, da arquidiocese de Belém, como um dom de Deus.