Encontro de Nova Iorque: a comunhão perpétua gerada nas pessoas pela fé

Novos testemunhos do evento que põe a pessoa humana no centro das atenções

Roma, (Zenit.org) Anna Minghetti | 519 visitas

Continuam surgindo novos testemunhos do evento que encantou o coração de Manhattan entre 17 e 19 de janeiro, o Encontro de Nova Iorque, organizado pelo movimento Comunhão e Libertação e pelo Centro Cultural Crossroads.

Um dos testemunhos mais recentes é de uma jovem estudante italiana que está nos EUA há poucos meses para fazer seu doutorado em História da Arte. Voluntária na mostra "The Face of Jesus", que fez parte do Encontro e que foi dedicada à Sagrada Face, ela relata:

“Desde o primeiro momento, o que me impressionou mais foi o acolhimento das pessoas que trabalhavam lá. Eu vim sozinha da Itália depois das férias e encontrei imediatamente quem me ajudasse com orientações e até cuidasse da minha bagagem. Conheci pessoas de todo o país e de outros países, amigos interessados em mim e em qualquer outra pessoa que estivesse ali".

Como voluntária, ela conta: "Eu recebi os meus turnos de trabalho e os contatos para tirar as dúvidas que surgissem. Os responsáveis destacaram a importância do meu papel e me sugeriram as maneiras de fazer com que a minha contribuição fosse o mais frutífera possível. No começo, eu não estava muito convicta do trabalho que tinha que fazer, mas, vendo o empenho dos meus colegas e o assombro das pessoas que vieram visitar a exposição, o meu interesse pelo que eu estava explicando cresceu muito, e eu falava durante horas, todos os dias".

Entre outros aspectos que impactaram a jovem voluntária, ela cita a "variedade das iniciativas" e a "criatividade dos relatores", em perfeita sintonia com o lugar do evento. Um aspecto bem “americano” do evento foi a forma "brilhante, concisa e envolvente" de apresentar cada encontro, além dos inúmeros debates, como o realizado entre o teólogo Lorenzo Albacete e o cardeal Sean O'Malley, arcebispo de Boston, e entre o padre John Cameron, diretor da revista Magnificat, e Julián Carrón, presidente da Fraternidade da Comunhão e Libertação.

Falando sobre Lorenzo Albacete, a estudante italiana destaca a sua capacidade de manter viva a atenção do público graças, entre outros méritos, à fina ironia, "dando a impressão de se desviar da discussão para depois redirecioná-la aos pontos-chave. A mesma ironia também estava presente nas perguntas prementes que Cameron fazia a Carrón", e que não impediu a abordagem de pontos essenciais. Finalmente, a profundidade das sugestões de Carrón para que todos "sigam o desejo de viver cada momento com curiosidade, para encontrar uma resposta nas coisas que acontecem ao longo de cada dia: isso levará cada um a uma experiência revolucionária".

Resumindo a experiência do evento, a jovem afirma: "Eu vi formas diferentes de expressão, encantadoras, na busca e no seguimento do acontecimento cristão, como, por exemplo, nos corais que vieram de vários países do mundo, que celebravam o desejo de ver a beleza e a felicidade nas coisas. Eu diria que experimentei a criatividade e a possibilidade de comunhão eterna que a fé gera nas pessoas".