Encontro do Papa com presidente do Sudão alenta esperanças de paz

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CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 11 de setembro de 2007 (ZENIT.org).- Segundo a Cáritas Internacional, o encontro que Bento XVI terá com o presidente do Sudão, Omar al-Bashir, nos próximos dias, constitui uma preciosa oportunidade para a paz em Darfur e no resto do país.



A audiência deverá ser celebrada em 14 de setembro no Vaticano e se espera que seja tratada a difícil situação dessa região e o diálogo inter-religioso.

A crise de Darfur é uma das maiores do mundo. Atualmente, há cerca de 2,2 milhões de refugiados e as pessoas continuam abandonando suas casas. Na primeira metade do ano 2007, calcula-se que os desabrigados foram 170 mil pessoas.

A Cáritas Internacional respondeu a esta crise humanitária oferecendo cada ano assistência e serviços básicos a mais de 300.000 pessoas interessadas pelo conflito que dura há pelo menos quatro anos.

A secretária-geral da Cáritas Internacional, Lesley Anne Knight, explicou que «a Cáritas e seus sócios são testemunhas dos terríveis sofrimentos da população de Darfur. Sabemos que só através de um processo de paz sustentável e do fim da violência, venha de onde vier, este sofrimento poderá terminar».

«O encontro entre o Papa e o presidente do Sudão pode ser um passo adiante para a população e sobretudo de Darfur», assim como «uma importante oportunidade para comprometer-se e enfrentar a crise humanitária».

Bento XVI lançou numerosos chamados ao Sudão para trabalhar para acabar com o conflito de Darfur, onde, em mais de quatro anos de conflitos, morreram 200.000 pessoas, advertindo que não é tarde demais para conseguir uma solução através do diálogo.

A Cáritas considera que a paz em Darfur só poderá ser alcançada quando os governantes se comprometerem em uma política de respeito a toda a população.

No ano 2005, o governo do Sudão e os rebeldes do Exército Popular Sudanês de Libertação firmaram um acordo de paz que acabou com vinte anos de guerra no sul do Sudão.

A maioria dos mais de 39 milhões de habitantes do Sudão é muçulmana (segundo algumas fontes, 70%). Os cristãos se encontram sobretudo no sul do país e em Jartum, a capital. Muitas pessoas mantêm as crenças tradicionais africanas.