Encontro mundial de católicos e judeus messiânicos

Este fim de semana em Bari (Itália)

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BARI, sexta-feira, 15 de junho de 2007 (ZENIT.org).- O caminho de conhecimento entre cristãos e o movimento messiânico -- que só em Israel conta com aproximadamente cem comunidades -- viverá uma nova etapa neste fim de semana, na cidade italiana de Bari, através da «Comunidade de Jesus» católica.



Surgida no começo dos anos oitenta em Bari, por iniciativa de um grupo de leigos, a citada Comunidade é reconhecida pela autoridade eclesial e é membro da «Fraternidade Católica Internacional das Comunidades e Associações Carismáticas de Aliança» («Catholic Fraternity of Charismatic Convenant Communities and Fellowships»), associação internacional de fiéis de Direito Pontifício.

Em diversas dioceses italianas e países, a «Comunidade de Jesus» desenvolve uma intensa atividade ecumênica, e seu presidente, Matteo Calisi, participa da iniciativa de Diálogo Internacional com o Judaísmo Messiânico denominado «Para o Concílio de Jerusalém II».

«Introduzir os crentes no mistério da Esposa de Cristo, a Igreja», e «a reconciliação entre judeus e gentis em Jesus o Messias de Israel» é o objetivo do «IV Diálogo Internacional entre Católicos e Judeus Messiânicos» que no sábado e domingo acontecerá em Bari.

«Deste diálogo esperamos uma forte mensagem de esperança e de fé para toda a Igreja, sustentados por uma límpida certeza: a Esposa sai ao encontro de Jesus, que volta» (Apocalipse 22, 20), explica a Comunidade em um comunicado enviado à Zenit.

O programa incluirá ensinamentos bíblicos, adoração, celebrações e concertos de música judaica.

Entre diversos palestrantes, se contará com a participação de Benjamin Berger, nascido em Nova York (EUA), em uma família européia judaica ortodoxa, parte de cujos membros faleceu no campo de concentração nazista de Auschwitz.

Após seus estudos de Arquitetura e um tempo de busca interior, Berger encontrou o Deus vivo de seus Pais e reconheceu Jesus como o Messias de Israel. Fundou com seu irmão Ruben uma congregação judeu-messiânica em Jerusalém, «Keilat Hamashiah», da qual passou a ser «Roeh Kehilat» (responsável). Em Bari participou como principal orador nos diálogos entre católicos e judeus messiânicos.

Messiânico, Paul Wilbur, músico estimado, também foi a Bari. De origem americana, ele desenvolve um ministério itinerante a tempo integral com «Paul Wilbur Ministries» -- que fundou em 1995 --, a fim de oferecer um ensinamento sobre a adoração, a revelação de Jesus como o Messias aos não crentes e convidar os judeus a uma reconciliação com Yeshua, o Santo de Israel. Reside habitualmente em Jacksonville (Flórida), com sua esposa e seus dois filhos.

Uma realidade em todo o mundo
Desde os tempos de Jesus, grande parte do povo judeu não o aceitou como o Salvador e o Messias esperado e profetizado.

Como explica a «Comunidade de Jesus», em tempos passados, no âmbito judaico, um judeu que cria em Jesus devia afastar-se de sua própria origem. Mas sempre houve, através de quase 2000 anos, judeus que aceitaram Yeshua (Jesus) como o Santo e o Redentor esperado por Israel.

«Deus, que está repleto de compaixão por seu povo, e fiel a suas irrevogáveis promessas, iluminou neste tempo muitíssimos judeus acerca do messianismo de Jesus de Nazaré, ainda permanecendo judeus observantes -- explica a ‘Comunidade de Jesus’. Eles conservam as tradições, os mandamentos e todas as festividades judaicas que Deus mesmo ordenou na Torá a seu povo.»

A esta observância se acrescenta a fé nas Sagradas Escrituras do Novo Testamento e uma fé pessoal em Jesus Cristo como Messias e Salvador. Estes judeus se denominam «judeus messiânicos» e se identificam com várias correntes do movimento messiânico».

A Comunidade de Bari cita John Fieldsend, que fala de «um movimento do Espírito Santo no meio do povo hebraico, nascido autonomamente, que reconhece Jesus como o Messias esperado, que reconhece a si mesmo como parte do Corpo do Messias, que está unido na fé com os irmãos e as irmãs ‘gentis’ (não judaicos) que crêem em Jesus, mas que conserva sua autonomia e sua independência».

Este movimento do Espírito, recorda a «Comunidade de Jesus», desenvolveu-se nos últimos 50 anos no meio do povo de Deus em quase todos os países do mundo. Só em Israel se encontram mais de cem comunidades messiânicas.

No âmbito mundial, constituiu-se um diálogo para a reconciliação e o conhecimento entre os cristãos de diversas Igrejas e tradições («crentes gentis») e o movimento messiânico («crentes de origem judaica») com o citado título: «Para o Concílio de Jerusalém II».

O diálogo internacional entre católicos e judeus messiânicos começou na Itália em 2003, por iniciativa da «Comunidade de Jesus» de Bari.