Entidade portuguesa pede solidariedade com os imigrantes no Natal
Aponta como atitudes fundamentais a justiça e a vigilância contra opressões
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Por Alexandre Ribeiro
LISBOA, terça-feira, 18 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).- O Fórum de Organizações Católicas de Apoio aos Imigrantes (FORCIM) em Portugal enviou neste tempo Advento e Natal «uma mensagem de paz e esperança, de alegria e solidariedade» aos imigrantes no país.
O texto, difundido hoje por Agência Ecclesia, reconhece que se vivem «tempos difíceis», com as situações de crise econômica, política e social se repercutindo, cada vez mais, na vida concreta das pessoas.
Situações essas que se manifestam «de maneira especial, na falta e precariedade de emprego e, por consequência, num maior empobrecimento de grande parte da população».
Segundo a mensagem do Fórum, a situação atual de crise econômica «afeta todos, mas especialmente os pobres e com mais força os imigrados, frequentemente em situação irregular e precária, sendo explorados, sem direitos efetivos e sem esperança».
O FORCIM recorda que a liturgia do Advento propõe duas atitudes fundamentais para o viver quotidiano e que promovem a dignidade.
A primeira atitude é a Vigilância. «Vigiar, no contexto de quem trabalha na promoção dos direitos dos imigrantes, é estar atento a todas as situações de injustiça praticadas contra eles».
«É criar uma sensibilidade e uma consciência ativa para a realidade de tantos a quem os direitos são negados. É contribuir para uma atitude de acolhimento», afirma.
Destaca ainda que vigiar é denunciar situações de injustiça, exploração, o tráfico de mão-de-obra barata, o tráfico de mulheres e crianças para a exploração sexual, as violências contra os imigrantes, entre outros fatores.
A segunda atitude é a Justiça, afirma a mensagem do Fórum. «Hoje, mais do que nunca, no mundo dos Direitos Humanos e da diversidade cultural, justiça é o grito dos imigrantes, dos deslocados, dos refugiados».
«Justiça é reconhecer este fenômeno, muito mais do que um problema, como uma oportunidade para o enriquecimento mútuo.»
Justiça é também «promover a formação e informação dos agentes que trabalham com os imigrantes, capacitando-os para olharem para eles de igual para igual e facilitando-lhes o acesso à saúde e à segurança social, ao trabalho justamente remunerado, a uma habitação condigna, à proteção do Estado e à justiça, ao reagrupamento familiar, à diversidade cultural».
De acordo com a mensagem da entidade, o Natal não pode ser «meramente folclore, luzes, prendas, consumo».
Tem de, «antes de tudo, contribuir para a construção de um mundo melhor, para a construção da casa comum, onde todos se sentem acolhidos».


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