Epifania revela que Salvação é para todos os povos

Arcebispo de Belém (Brasil) comenta sentido da festividade

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Por Alexandre Ribeiro

 

BELÉM, domingo, 6 de janeiro de 2008 (ZENIT.org).- A festa da Epifania é o cumprimento das profecias de que a Salvação é para todos os povos, afirma um arcebispo brasileiro.

Segundo Dom Orani João Tempesta, arcebispo de Belém (Pará, norte do Brasil), a universalidade da festa da Epifania, em que os Magos, conduzidos por uma estrela, foram adorar o Rei dos Judeus, já vinha sendo trabalhada no Antigo Testamento.

«E depois se completou logo no envio que Cristo fez aos seus discípulos: ide pelo mundo inteiro e pregai o evangelho a toda criatura», destaca o arcebispo, que é presidente da Comissão Episcopal para a Educação, Cultura e Comunicação da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

Dom Orani explica que os apóstolos logo começaram também a experimentar esse mandato missionário quando passaram a pregar não só aos judeus, mas também aos “gentios”.

«Eles constataram com alegria que os não-judeus, mesmo sem conhecimento prévio das escrituras e das promessas do Messias, aceitavam com entusiasmo a Salvação que Jesus, o Cristo Senhor, trouxera para toda a humanidade.»

«Essa missão universal foi logo compreendida pela primeira geração de cristãos que saiu pelas cidades e vilas pregando o Evangelho e iniciando as primeiras comunidades que, como fermento no meio da massa, iria pouco a pouco transformando a sociedade», afirma.

Segundo o arcebispo de Belém, a Solenidade da Epifania é ocasião propícia para refletir sobre «os horizontes que aguardam nossa missão».

«A começar pelos nossos vizinhos e nossas pequenas comunidades com as quais queremos formar uma rede em nossas paróquias, até os confins dos mares para onde somos enviados.»

«Refletindo o episódio dos Magos neste final de semana – prossegue o arcebispo –, somos chamados a ser luz no caminho de muitas pessoas, seja pelo exemplo, seja pela palavra que deve nos fazer testemunhar em quem e como nós cremos.»

Dom Orani enfatiza que a maneira dos católicos serem evangelizadores «não é fazendo proselitismo, como acontece com muitos grupos religiosos hoje», mas sim «pelo contágio, pelo exemplo, pela vida, pela proposta».

«A pergunta que sempre retorna é: será que nos salvaremos se nós não evangelizarmos? É nossa missão, dada pelo Cristo no Evangelho, e as pessoas têm o direito de conhecerem a verdade, o Cristo Senhor», afirma.

De acordo com o arcebispo, neste tempo de mudanças culturais, «retomar com entusiasmo a missão evangelizadora é fazer circular novamente a suave brisa da presença de Deus na história e levar as pessoas ao encontro pessoal com Cristo, que transforma nossas vidas e nossa caminhada».