Episcopado colombiano comemora libertação de reféns das FARC

Guerrilha soltou dez reféns entre policiais e militares

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BOGOTÁ, quinta-feira, 5 de abril de 2012 (ZENIT.org) - O presidente da Conferência Episcopal da Colômbia, em nome de todos os bispos do país, divulgou um comunicado expressando alegria pela libertação de dez policiais e militares, alguns dos quais tinham passado mais de doze anos como reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

Os reféns das FARC foram soltos nesta segunda-feira numa única operação, de acordo com Jordi Raich, delegado do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) no país. Raich confirmou que os libertados chegaram ao aeroporto militar de Catam, na localidade de Villavicencio, no helicóptero emprestado pelo governo do Brasil para a missão de resgate. De lá viajaram até Bogotá para receber atendimento médico.

O presidente da Conferência Episcopal da Colômbia, dom Rubén Salazar Gómez, arcebispo de Bogotá, publicou um comunicado em que expressa a sua alegria em nome dos bispos colombianos.

"No contexto da celebração da Páscoa, que é a festa da vida, nós, bispos da Colômbia, nos unimos à alegria que invade hoje a vida de todos os libertos do cativeiro e dos seus familiares e amigos, bem como de todos os colombianos, que não perdem a esperança do retorno de todos os sequestrados à liberdade".

"Exortamos os grupos que ainda mantêm pessoas sequestradas a libertá-las o quanto antes, para que desapareça definitivamente da nossa pátria o crime atroz do sequestro e se consolide o respeito profundo pelos direitos de todos e de cada um dos colombianos, base indispensável para a construção de uma sociedade justa e fraterna".

Dom Gómez considera que "a libertação unilateral de todos os sequestrados é um primeiro passo necessário para iniciar processos de diálogo que permitam à Colômbia exterminar o flagelo da guerra fratricida e avançar pelas estradas da paz, anseio permanente de todos os colombianos".

O comunicado convida "os católicos da Colômbia a viverem intensamente a celebração do mistério da Páscoa como uma passagem da morte para a vida, da escravidão para a liberdade, da inimizade para a irmandade, da divisão para a unidade".