Escola de Cristo é antídoto contra brutalização dos corações, afirma arcebispo

Para Dom Walmor de Azevedo, encontro com Cristo desencadeia conversão

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Por Alexandre Ribeiro

BELO HORIZONTE, domingo, 30 de março de 2008 (ZENIT.org).- Um arcebispo brasileiro considera que é preciso lutar contra o fenômeno atual da brutalização dos corações, propondo a «Escola do Salvador, Cristo Jesus Ressuscitado», como ambiente de «aperfeiçoamento da sensibilidade e da capacidade de compreender a vida».

Em artigo enviado a Zenit essa sexta-feira, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo de Belo Horizonte, reconhece que «é assustadora a brutalização dos corações neste tempo de tantos progressos e avanços tão significativos».

Diante disso, afirma o arcebispo, «é urgente retomar referências e exercitar-se nos princípios que podem devolver ao coração humano uma indispensável nobreza».

Dom Walmor considera que esta brutalização «vem da facilidade com que se fazem relativizações atingindo ferozmente princípios éticos e humanitários».

«É indiscutível que o poder do dinheiro está na raiz desta brutalização. Não é exagerado dizer que quem é amigo do dinheiro é brutalizado», afirma.

De acordo com o arcebispo, a perda da nobreza no coração humano «está retratada na incompetência relacional e humanística das pessoas».

«É tão triste constatar que tantas pessoas detentoras de conhecimento técnico, em diferentes áreas, com um imenso poder de intervenção transformadora e reconstituinte de tecidos e de configurações, perdem oportunidades de ouro e a privação da alegria de um serviço altamente recompensador para o verdadeiro sentido da vida e para o alimento indispensável à sustentação do próprio coração na verdade e no amor.»

Como forma de recuperar esta nobreza do coração, o arcebispo indica a «Escola do Salvador».

Dom Walmor explica que o Documento de Aparecida retoma «do tesouro perene e sempre atual do Cristianismo a referência às etapas importantes do processo que define o programa desta Escola do Salvador».

São cinco etapas fundamentais complementares para se conquistar esta nobreza: o encontro com Jesus Cristo, a conversão, o discipulado, a comunhão e a missão (n. 278).

«O encontro com Cristo se torna esta moção forte e permanente no coração, desencadeando uma mudança permanente do modo de pensar e viver», afirma o arcebispo.

Trata-se de «um processo profundo de conversão, amadurecendo no conhecimento do mistério da pessoa de Cristo, por seu exemplo e por sua doutrina».

Assim se torna «d’Ele discípulo, levando o coração a viver da sedução que elege a comunhão como prioridade absoluta, impulsionando para uma missão como fruto de um amor que faz compreender a vida como partilha, amor e serviço aos mais necessitados».