Espanha: estreia documentário sobre a devoção à Virgem do Rocio

Alegria, cansaço, irmandade e partilha, a partir da perspectiva de um peregrino

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MADRI, quarta-feira, 3 de outubro de 2012 (ZENIT.org) – Dentro de poucos dias, estreia na Espanha o documentário "El Rocío es compartir" [O Rocio é compartilhar], do diretor Francisco Campos Barba (Barcelona, 1971), produzida pela Quién Dijo Miedo. O filme narra a tradicional peregrinação até a Virgem do Rocio, uma romaria com séculos de tradição que congrega anualmente cerca de um milhão de pessoas em Almonte, Huelva, no sul da Espanha. São dias em que o vilarejo de 1.500 habitantes transborda com a afluência de peregrinos de todo o país e do exterior, que chegam até ali para ver a "Blanca Paloma".

Dela já se disse muito, como no famoso Pregón del Rocío de 1999, a cargo de dom Gonzalo Huesa Lope, conselheiro da irmandade e hoje Prelado de Honra do papa Bento XVI, que, em um dos seus louvores, reza assim: "Pode alguém, afinal, dizer o que é o amor? Eis que o Rocio é o amor. É o amor feito coração de mães que sofrem, de pais que sangram, de esposos que se afanam, de esposas que choram, de filhos que perigam, de namorados que sonham, de amigos que se ajudam, de irmãos que se querem bem".

Uma produção testemunhal

A trama do filme de 75 minutos se desenvolve em torno de Francisco, um aluno da Universidade de Sevilha que viveu em carne própria a devoção pela Virgem do Rocio. Mesmo tendo visitado muitas vezes a ermida, ele nunca peregrinou até ela. Câmera ao ombro, depois de reunir fotos antigas da romaria, algumas seculares, da Irmandade de Pilas, ele começa sozinho a fazer o percurso em 2011, com a Irmandade de Triana, para terminar com uma nova família e com muitos testemunhos a “compartilhar”.

A ficha técnica do documentário divulga assim a sua sinopse: "Em momentos de crise, as portas vão se fechando e não há saídas, mas, ao trilhar o caminho compartilhando, vemos a luz no fim do túnel. Este filme consegue fazer o público se emocionar e rir com experiências vividas em uma festa".

O diretor, também rociero, convive com os devotos e os entrevista durante a peregrinação ao Rocio, partindo do bairro sevilhano de Triana, a fim de entender melhor em que consiste a devoção rociera, e, em especial, a fim de verificar a hipótese de que “compartilhar” é uma experiência central nesta romaria.

A produção foi selecionada para os festivais Medimed e SanFerfilm Festival, ambos da Espanha, e ainda para a Mostra do Documentário Antropológico e Social da Argentina.

(Trad.ZENIT)