Espanha: fazer uma nova lei contra o aborto não teria custo econômico

Associação exige reforma que evite a eliminação de vidas humanas

Madri, (Zenit.org) | 1217 visitas

O discurso de Mariano Rajoy, primeiro-ministro da Espanha, no debate anual sobre a situação do país, cuja primeira sessão aconteceu ontem no parlamento, foi marcado “pela falta de verdade”, de acordo com a opinião de Ignacio Arsuaga, presidente da associação HazteOir.org (HO).

“Rajoy mente quando afirma que a crise econômica impediu o cumprimento do seu programa eleitoral: fazer uma nova lei do aborto não teria custo econômico”, disse Arsuaga, para quem a primeira jornada do debate sobre o estado da nação não podia ser mais decepcionante.

O presidente desta organização cidadã explica que existem setores à margem da economia nos quais o governo do Partido Popular (PP) poderia ter agido ao longo do último ano: “O resgate do matrimônio natural, depois da estapafúrdia resolução do Tribunal Constitucional sobre o suposto ‘matrimônio’ homossexual; a lei do aborto, que continua intacta apesar das muitas e até agora falsas promessas de reforma; e o esforço pela regeneração da vida política, condenada ao colapso em meio a tentativas de secessão, à volta de etarras [membros da organização ETA, ndr] às instituições do país e à proliferação da corrupção, inclusive em âmbitos até agora inimagináveis”.

A HazteOir.org exige do atual executivo, diz o comunicado, “uma reação enérgica e imediata em defesa da família, do matrimônio natural, do direito à vida e da regeneração nacional, com ações de vanguarda do governo”.