Espanha mantém projetos de pesquisa com células-tronco embrionárias à revelia da legislação europeia

Denúncia é da associação Profesionales por la Ética

Madri, (Zenit.org) Redacao | 1205 visitas

O governo espanhol mantém 29 linhas de cultivos celulares de alta capacidade de multiplicação in vitro em centros da Andaluzia (Banco Andaluz de Células-Tronco e Centro Andaluz de Biologia Molecular e Medicina Regenerativa), Barcelona (Centro de Medicina Regenerativa) e Valência (Centro Príncipe Felipe), conforme denúncias da associação Profesionales por la Ética.

Esse tipo de projeto de pesquisa envolve dois problemas: o primeiro é que a pesquisa com células-tronco embrionárias já é obsoleta e se mostrou ineficiente e sem resultados terapêuticos depois de dez anos de trabalhos; o segundo é que os projetos de pesquisa com células-tronco embrionárias são contrários à legislação europeia e não poderão ser patenteados, de acordo com a sentença do Tribunal Europeu de Justiça de Luxemburgo, de outubro de 2011.

“Solicitamos ao Ministério da Saúde [da Espanha] uma mudança de rota na pesquisa biomédica espanhola, para que os recursos sejam destinados a projetos eficientes, como os que usam células adultas e células IP (células-tronco capazes de gerar a maioria dos tecidos). Este pedido foi feito por 2.700 profissionais, cientistas e pesquisadores de vários âmbitos de atuação. Mas não recebemos resposta alguma”, declara Teresa García-Noblejas, secretária geral e de comunicação dos Profesionales por la Ética.

A solicitação formal ao Ministério da Saúde espanhol foi feita mediante o Manifesto 25 de Março, que pede uma pesquisa biomédica eficiente, respeitosa do ser humano e adequada à legislação europeia.

O próximo passo é solicitar que o ministério explique o custo das pesquisas que usam embriões humanos em projetos com financiamento público e quais foram os seus resultados reais. “Não podemos dedicar recursos públicos a macroprojetos sem resultado terapêutico algum e ainda por cima contrários à legislação europeia”, conclui García-Noblejas.

Para mais informações sobre os Profesionales por la Ética e sobre seu projeto “Direitos Humanos na Fase Pré-Natal”: http://www.professionalesetica.org/.