Espanha: pedem ao Governo para "não ceder aos lobbies abortistas"

Uma centena de associações de vários países solicitam ao presidente Rajoy que aprove uma lei de verdadeira defesa do não-nascido

Roma, (Zenit.org) Ivan de Vargas | 301 visitas

Quase cem associações de todo o mundo escreveram uma carta aberta ao presidente do Governo, Mariano Rajoy, pedindo-lhe "para não ceder às pressões dos lobbies abortistas" e continuar com a reforma da lei do aborto. "Pedimos que, como já se dispôs a dar este passo tão importante para o futuro da Espanha e da Europa, o faça sem deixar-se influenciar pelas pressões de interesse e aprove finalmente uma lei de verdadeira defesa do não-nascido”, indica a carta.

Como explicou hoje Leonor Tamayo, diretora da área Internacional de Profissionais pela Ética e principal promotora da iniciativa, "o mundo olha para o nosso país com a esperança de que se dê um passo decisivo na proteção do não-nascido e no apoio à mulher grávida”.

Além do mais, lembrou que "em muitos lugares" do mundo tomaram-se medidas de apoio com várias manifestações e fez referência às cartas enviadas a dezenas de embaixadas”.

No entanto, Tamayo destacou que o projeto de lei é "claramente insuficiente, mantendo a brecha de risco psicológico para a mãe e sem ajuda eficaz para as mães”.

"O número de abortos provavelmente não vai abaixar significativamente", lamentou a porta-voz de Profissionais pela Ética, que acrescentou, no entanto, que “não há dúvida de que o fato de que o aborto deixe de ser um direito é um passo adiante na direção certa".

"Na Europa, e no mundo, se vê essa reforma da lei do aborto com esperança e entusiasmo daqueles que vêem nesta decisão o ponto de viragem que poderia quebrar a espiral de morte na qual nossa sociedade está presa”, concluiu. A carta ao presidente do Governo espanhol foi assinada por entidades da

Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica, Bulgária, Colômbia, Croácia, Equador, EUA, El Salvador, Eslovênia, França, Guatemala, Holanda, Hungria, Itália, Lituânia, Luxemburgo, Nicarágua, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Roménia, Rússia, Suécia e outras de nível multinacional.

Entre os signatários destacam-se organizações francesas como ACPERVie (Association des Chrétiens Protestants et Evangéliques pour le Respect de la Vie), Association aide des Femmes Enceintes en Difficulté o Choisir la VIE; belgas como European Dignity Watch; australianas como Endeavour Forum Inc; húngaras como Human Dignity Center; americanas como Population Reserach Institute; russas como World Congresso of Families e multinacionais como CitizenGo ou Alliance Defending.

Trad.TS