Esperança cristã leva ao trabalho pela justiça e a paz

Dom Eduardo Benes comenta encíclica de Bento XVI

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Por Alexandre Ribeiro

 

SOROCABA, sexta-feira, 11 de janeiro de 2008 (ZENIT.org).- O arcebispo de Sorocaba (São Paulo, sudeste do Brasil) afirma que a esperança cristã não retira os fiéis da história, mas, pelo contrário, dá «um motivo consistente para continuar a trabalhar pela justiça e pela paz no mundo».

Em mensagem desta semana aos fiéis de sua arquidiocese, Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues destaca a alegria de «começar o ano iluminados pela esperança».

«Essa esperança nos sustenta no caminho», prossegue o arcebispo. «Não há fracasso humano ou insucesso histórico que possa destruí-la. Mesmo que os acontecimentos não saiam como programamos, continuamos o caminho, pois sabemos que a meta existe e é real.»

Segundo o arcebispo, a esperança cristã «não nos retira da história» porque, implicando o trabalho pela justiça e a paz, assim «estamos lançando as sementes do mundo que há de vir e no qual se dará a plenitude da Vida».

Dom Eduardo Benes destaca que é o próprio Papa que convida à reflexão sobre a esperança atualmente, por meio de sua recém-lançada encíclica «Spe Salvi» («Salvos na Esperança»).

No texto da carta-encíclica, explica o arcebispo de Sorocaba, o Santo Padre, depois de lançar uma reflexão sobre a natureza da esperança cristã e sobre sua relação com a modernidade, fala sobre os «Lugares de aprendizagem da esperança».

São eles, recorda o arcebispo, a oração como escola da esperança; agir e sofrer como lugares de aprendizagem da esperança; e o juízo como lugar de aprendizagem e de exercício da esperança.

Nesse sentido, de acordo com Dom Eduardo Benes, neste ano que inicia, «coloquemos nossas esperanças humanas - nossos projetos - no horizonte da grande esperança cristã e seremos felizes porque, mesmo no meio das maiores dificuldades, não seremos devorados pelo desânimo».

«Continuaremos o caminho, porque caminho é assim mesmo, ora suave ora cheio de obstáculos», destaca.

O arcebispo cita em seguida Bento XVI, que diz: «Só a grande esperança-certeza de que, não obstante todos os fracassos, a minha vida pessoal e a história no seu conjunto estão conservadas no poder indestrutível do Amor e, graças a isso e por isso, possuem sentido e importância, só tal esperança pode, nessas circunstâncias, dar ainda a coragem de agir e de continuar» (n. 35).