Espírito Santo leva mais de 10 mil jovens à JMJ

"O Papa vai ver que o Brasil não é só o país do futebol, mas é Terra de Santa Cruz", diz coordenador

Vila Velha, (Zenit.org) Thiago Zanetti | 546 visitas

Os intensos trabalho das comissões da Jornada Mundial da Juventude do estado do Espírito Santo para levarem os jovens capixabas ao encontro do Papa Francisco em julho no Rio de Janeiro tem rendido bons frutos.

Os números ainda não são oficiais, mas de acordo com a coordenação da pré-Jornada da Arquidiocese de Vitória, cerca de 10 mil jovens devem participar do encontro de fé, união e partilha.

De acordo a coordenadora Arquidiocese da pré-Jornada, Alana Pereira, o que se tem percebido nos jovens é "uma grande vontade que chegue logo".

Para o coordenador de caravanas, Luciano Figueiredo, a Jornada "representa um momento de muita comunhão". Até o momento, informa Luciano, 24 ônibus estão cadastrados.

A expectativa também é grande para a pré-Jornada que acontece de 17 a 21 de Julho. O Estado vai receber cerca de 500 jovens vindos de vários países. Paróquias estão se mobilizando e montando grandes estruturas para acolher os peregrinos.

Para o Bispo Dom Sevilha, esta jornada está provocando uma renovação da presença e atuação da juventude na Igreja. "Este evento mundial tem consequências positivas na vida da Igreja e da Arquidiocese, e já estamos sentindo isso durante essa preparação. Espero a presença expressiva dos jovens no Rio de Janeiro, e que após a Jornada, sejam trazidos bons frutos para a vida paroquial e comunidade de cada um".

Rômulo Benha, 18, discipulado na Comunidade Epifania, já está percebendo as mudanças que a Jornada tem provocado. "As pessoas já estão diferentes. O jovem capixaba já está modificando a sua atitude, mesmo antes da Jornada.

Veterano em Jornada Mundial da Juventude, o Coordenador de Pastoral da Arquidiocese de Vitória, Padre Anderson Gomes, acredita que a Jornada vai "balançar e mexer" com a juventude do Brasil. Pe. Anderson enxerga que a Jornada é um momento oportuno para dar ânimo na fé dois fiéis.

Por onde passa dando palestras de orientação e motivação sobre a JMJ, o sacerdote tem visto muita empolgação dos jovens, mas, reconhece de um lado, que muitos ainda não entenderam a dimensão do evento. 

O mesmo pensamento tem o coordenador do Grupo de Louvor Sentinelas da Manhã, Odilon Nunes, ex-coordenador da juventude da Região Sudeste do país. "A ficha para alguns ainda não caiu".

"A jornada é um encontro de fé. É uma grande confraternização em que o mundo todo se une para proclamar que Jesus é o Senhor", disse Odilon e acrescenta: "o Papa vai ver que o Brasil não é só o país do futebol, mas é Terra de Santa Cruz".

Ingrid Cristina, 20, da Comunidade São Pedro, Paróquia Santa Rita de Cássia, Vila Velha diz: "Passei a conhecer mais sobre a Jornada este ano. Comecei a pesquisar e vi que foi criado pelo Papa João Paulo II, de quem sou devota. É uma união dos jovens. Independente da língua você partilha da mesma fé".

Thiago Zanetti é Jornalista e Mestre em História pela Ufes, fundador do Portal www.c3es.com e autor do livro: Deus é a resposta de nossas vidas