Espiritualidade do agradecimento imitando Maria: centro de nova realidade eclesial

Aprovação pontifícia dos Franciscanos de Maria

| 783 visitas

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 26 de junho de 2007 (ZENIT.org).- A Igreja universal conta com uma nova realidade eclesial, cuja aprovação pontifícia se fez pública nesta terça-feira no Vaticano: os Franciscanos de Maria, dedicados a amar e fazer amar a Deus.



No Conselho Pontifício para os Leigos celebrou-se o ato de entrega do Decreto de reconhecimento desta realidade como associação internacional de fiéis.

Como afirmou o arcebispo Stanislaw Rylko, presidente do citado dicastério, tal ato «é sempre um momento revestido de uma grande importância, tanto para a própria associação como para o Conselho Pontifício para os Leigos».

«Por um lado, um grupo de fiéis encontra confirmado pela Sede Apostólica seu direito a associar-se para fomentar uma vida mais perfeita e desenvolver atividades de evangelização -- declarou. Por outro, é um modo através do qual este dicastério cumpre com sua tarefa de promover na Igreja a participação ativa e responsável dos fiéis leigos em associações, missão que lhe foi confiada pelo Pontífice Romano.»

Presidido pelo prelado, o ato contou com a presença do secretário do dicastério, o bispo Josef Clemens, do subsecretário, Guzmán Carriquiry, do cardeal Alfonso López Trujillo, presidente do Conselho Pontifício para a Família, do arcebispo de Burgos (Espanha), Dom Francisco Gil Hellín, do bispo de Engativá (Colômbia), Dom Héctor Luis Gutiérrez Pabón, do ministro conselheiro Luis Belzuz dos Rios, da Embaixada da Espanha ante a Santa Sé, do fundador e presidente da nova associação, o sacerdote espanhol Santiago Martín, e grande número de fiéis da mesma, atualmente estendida em 78 dioceses de 22 países.

O Decreto -- de cuja leitura pública se encarregou Guzmán Carriquiry -- recolhe o carisma e a missão dos Franciscanos de Maria: «Viver e difundir a espiritualidade do agradecimento, que radica basicamente em ter uma relação com Deus baseada na gratidão pelo amor que do Senhor se recebeu».

«Desta forma, os Franciscanos de Maria aspiram a ser um instrumento de evangelização ao serviço da Igreja, em profunda comunhão com o Romano Pontífice e com os Ordinários diocesanos», prossegue o documento.

A aprovação dos Franciscanos de Maria leva em consideração, entre outros pontos, os frutos que a associação «produziu na vida de numerosos fiéis cristãos, convertendo-se em um autêntico caminho e escola de santidade e apostolado».

Durante o ato se proclamou a passagem do Evangelho de Lucas que narra a Anunciação. A isso se referiu o arcebispo Rylko, intervindo depois da leitura do Decreto. Sublinhou que o «sim» da Virgem Maria é «causa de salvação de todo o gênero humano».

«A espiritualidade de vossa associação encontra seu fundamento na imitação de Maria, em sua resposta generosa à vontade divina que contemplamos na Anunciação do Senhor», constatou.

«Como Maria, fazer a vontade de Deus, tanto nos pequenos como nos grandes acontecimentos da vida, é também para vós um objetivo primordial. Para isso se requer encontrar-se constantemente em uma atitude de disponibilidade total aos planos divinos», assinalou o prelado.

Desta forma, indicou ante os presentes: «No respeito à vossa identidade eclesial e a vossos modos apostólicos próprios, é necessário que trabalheis sempre em plena sintonia com os pastores das Igrejas particulares; deste modo sereis sempre fiéis e eficazes anunciadores da Boa Nova».

«Hoje começa uma nova etapa na história de vossa associação, na qual se entrecruzam intimamente seus vínculos com a Santa Sé», felicitou o arcebispo Rylko.

O cardeal López Trujillo também expressou sua alegria a todos os presentes por esta nova etapa que começa, «cheia de compromissos».

Contudo, é uma etapa «com uma esperança que está bem fundada pela generosidade de todos vocês lá onde os Franciscanos de Maria foram nascendo, e levando uma experiência muito positiva em um caminho de santidade», admitiu o purpurado.

O sacerdote da arquidiocese espanhola de Madri, Santiago Martín, fundador e presidente da associação, expressou sua viva gratidão a todos os que tornaram possível esta realidade, «especialmente aos membros do dicastério, durante estes meses de estudo dos Estatutos, por ter-se mostrado como o rosto amável e materno da Igreja».

E reconheceu que a aprovação dos estatutos da associação «é um grande dom» e «ponto de partida». «Desde agora podemos apresentar-nos diante do mundo todo como algo que a Igreja discerniu, abençoou, fez seu», manifestou.

«Obrigado por deixar-nos ajudar-- acrescentou --, por permitir-nos colaborar na obra da evangelização. Só temos um objetivo: amar e fazer amar a Deus.»

[Mais informação: www.frmaria.org]