Estive preso e foste me visitar

Simbolos da JMJ 2013 visitam encarcerados da capital de Tocantins

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BRASILIA, segunda-feira, 7 de maio de 2013 (ZENIT.org) - A assessoria de imprensa de Jovens Conectados enviou para ZENIT esta matéria sobre a visita dos símbolos da JMJ 2013 aos encarcerados na Capital de Tocantins. Publicamos matéria na íntegra:

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Durante a peregrinação da Cruz da JMJ e do Ícone de Maria pela Arquidiocese de Palmas, houve três momentos de encontro dos símbolos com os encarcerados da capital do Tocantins.

Conseguimos autorização para entrar no presídio feminino e conversar com as detentas. Ao entrar na cela, olhares desconfiados. Nas primeiras tentativas de diálogo, respostas curtas. Explicamos o que eram a Cruz da JMJ e o Ícone de Nossa Senhora. Nos aproximamos, pegamos nas mãos, elogiamos as meninas - que realmente estavam bonitas, bem arrumadas e maquiadas para receber os presentes especiais enviados pelo papa João Paulo II. E logo arrancamos sorrisos e relatos emocionantes.

G. M. foi presa por tráfico de drogas. Com apenas 21 anos, já morou com cinco homens e teve uma uma filha aos 13. Sem muitas referências familiares nem religiosas, ela afirma não ser muito católica, mas mostra interesse em conhecer melhor a igreja e nos enche de perguntas. C. A. não estava para conversa, só ficou nos ouvindo. Descobrimos depois que ela tinha uma namorada no presídio.

Quando a cruz e o ícone se aproximaram, elas se calaram e tiveram a mesma reação: colocaram os braços para fora das grades, encostaram nos símbolos e fecharam os olhos. Muitas choraram. G. M. disse que acredita em Deus para mudar sua vida. C.A., chorando, resolveu falar: pediu perdão a Deus por seus pecados. Surge então F. A., que estava quieta até então, para exclamar: eu acredito no Deus do impossível, acredito que vou sair logo daqui!

Não conseguimos entrar no presídio masculino. Os agentes trouxeram para o lado de fora nove detentos. Eles cumprem regime semi-aberto e pediram para ver os símbolos da JMJ. O arcebispo de Palmas, Dom Pedro Brito, disse a eles que muitos se encontram nessa situação porque não encontraram uma base familiar. "Não somos juízes agora, somos Igreja e queremos estar juntos de vocês".

Assim que o arcebispo os convidou para tocar os símbolos, eles se apressaram. Alguns se ajoelharam, outros ficaram de pé, e todos rezaram com fé e lágrimas. J. S., condenado a 5 anos e 4 meses de prisão, deseja ser uma nova pessoa. Ele ficou muito agradecido pela visita. "Já estou gostando dessa cruz".

Os símbolos ainda fizeram uma rápida visita ao centro para jovens infratores. O amor de Cristo enfrentou barreiras, atravessou as grades e inundou as prisões.

Equipe Jovens Conectados