EUA -México: Missa recorda imigrantes mortos na fronteira

Bispos criticam o sistema que "divide as famílias" e nega "proteção básica" aos nossos semelhantes

Washington, (Zenit.org) Redacao | 308 visitas

Sob a orientação do Cardeal Seán O'Malley, de Boston, membros da Comissão da Conferência Episcopal Americana para Migração viajaram ontem até a fronteira Estados Unidos -  México, para celebrar uma missa em memória dos imigrantes que morreram tentando chegar aos Estados Unidos .

A missão incluiu uma cerimônia com oferta de flores e uma caminhada pela fronteira. A iniciativa foi inspirada na visita do Papa Francisco a Lampedusa, na Itália, onde ele rezou para os imigrantes que morreram tentando chegar à Europa de barco.

"Por uma questão moral, a nossa nação não pode mais empregar um sistema de imigração que divide as famílias e nega a proteção básica aos demais seres humanos”, disse o bispo Eusébio Elizondo, Bispo Auxiliar de Seattle e presidente da Comissão Episcopal para Migração.

Os membros da delegação pediram ao Congresso – concretamente a Câmara dos Deputados- que se mobilizem rapidamente para consertar um sistema quebrado. Enquanto o Senado dos EUA aprovou uma reforma migratória integral no ano passado, a Câmara se recusou a ir em frente com a medida ou  a aprovar a sua própria versão da reforma.

"Nossos políticos foram eleitos e enviados para Washington D.C, para tomar decisões e conduzir a nossa nação para frente", disse o bispo John Wester de Salt Lake City, membro da Comissão. "Eles não devem atrasar a ação sobre a questão, que tem o apoio da grande maioria dos americanos".

Durante a missa, o cardeal O'Malley e os bispos colocaram uma coroa de flores no muro da fronteira em Nogales, Arizona, para lembrar aqueles que morreram em ambos os lados, tentando chegar onde estavam seus entes queridos, nos Estados Unidos . Em Lampedusa, o Papa Francisco jogou uma coroa de flores no Mar Mediterrâneo para lembrar os imigrantes que morreram tentando chegar à Europa.

Os bispos também pediram ao governo Obama para usar da autoridade para limitar as deportações de imigrantes "que não representam uma ameaça para a comunidade" e “têm família vivendo nos Estados Unidos e para que se beneficiem de um programa de legalização".

Em 26 de março, o bispo Elizondo escreveu ao secretário de Segurança Nacional (DHS), Jeh Johnson, para recomendar medidas que poderiam ser tomadas para limitar as deportações.

Mais informações sobre a "Missão para os Migrantes" e a Comissão USCCB para Migração no site: www.usccb.org/about/migration-policy/mass-on-the-border.cfm.

(Trad.:MEM)