EUA: Vaticano nega envolvimento em caso de abuso sexual

Advogado da Santa Sé denuncia “calúnias”

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CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 22 de agosto de 2011 (ZENIT.org) – “As acusações de envolvimento do Vaticano em um caso de abuso sexual, aberto nos EUA, demonstraram ser infundadas, à luz dos documentos”, anunciou na última quarta-feira a Rádio Vaticano.

O advogado da Santa Sé nesta causa,Jeffrey S. Lena, qualificou como “calúnias” as acusações segundo as quais a Santa Sé seria corresponsável pelos abusos cometidos pelo sacerdote religioso Andrew Ronan contra um menino de 17 anos, em 1965, em Portland (Oregon).

Para contribuir para o esclarecimento dos fatos, a Santa Sé divulgou, no site da Rádio Vaticano, uma documentação sobre Ronan, em concreto sobre sua demissão do estado clerical.

“Como o sistema judicial às vezes trabalha lentamente, estes documentos poderão contribuir para uma conclusão mais rápida do caso”, explicou Lena.

Ao mesmo tempo, expressou sua confiança em que a publicação destes documentos possa “acalmar aquelas pessoas que têm pressa em publicar comentários sensacionalistas e não equilibrados, sem preocupar-se por um conhecimento adequado dos fatos”.

A causa, chamada Doe contra a Santa Sé, está em curso perante um tribunal americano de primeira instância no estado de Oregon.

A maior parte das acusações apresentadas pelos advogados da vítima já foi recusada, mas restam duas, sobre as quais a imprensa informa reiteradamente.

Segundo tais acusações pendentes, a Santa Sé sabia que Ronan era um abusador e, apesar disso, transferia-o de um lugar a outro.

“Seriam, naturalmente, acusações muito graves, se fossem verdadeiras – explicou a Rádio Vaticano. Mas, como soubemos pelo desenvolvimento do caso, estas acusações certamente são falsas.”

Os documentos demonstram que a Santa Sé foi informada do grave comportamento de Ronan somente depois do caso de abuso em questão, e que nunca esteve envolvida em nenhuma mudança de destino do sacerdote, pertencente a uma ordem religiosa.

Lena declarou que os advogados da vítima insistiram nesta acusação e assim “enganaram o público” e “abusaram do sistema legal”.