Evangelizar brincando, cantando e dançando

A importância de adaptar a linguagem do evangelho para comunicá-lo às crianças

Roma, (Zenit.org) Rocio Lancho García | 881 visitas

Durante os últimos meses, vem-se falando muito na Igreja sobre a Nova Evangelização, sobre os instrumentos necessários, as técnicas, os novos modos de linguagem... Uma Nova Evangelização que precisa chegar a todos, inclusive aos menorzinhos de casa. Em Rímini, dentro da Assembleia Nacional da Renovação Carismática, tem sido organizado há 15 anos um encontro pensado especialmente para as crianças e pré-adolescentes, em paralelo à assembleia dos “maiores”, que neste ano aconteceu de 25 a 28 de abril.

Cinzia Torre Paiella, uma das responsáveis pelo encontro das crianças, conversou com ZENIT sobre a organização deste ano para levar a crianças de 3 a 13 anos a mensagem do evangelho de um jeito adaptado à sua idade. Reuniram-se 800 crianças, que foram divididas em 3 grupos: de 3 a 6 anos (maternal), de 7 a 10 (primeira fase do ensino fundamental) e de 11 a 13 (segunda fase do ensino fundamental). Cada grupo tem o seu lema, as suas atividades, os seus momentos de oração e de louvor. Uma das coisas mais importante, explicou Cinzia, é a linguagem própria. A Palavra tem que ser anunciada a elas assim como ao resto da assembleia, mas é preciso comunicá-la aos pequenos de uma forma que eles possam entender.

A iniciativa nasceu como resposta a uma necessidade das famílias dos grupos. "Os pequenos iam junto com os pais e passavam todo o tempo correndo pelas instalações". Era necessário dedicar um espaço a eles, o que começou na forma de “creche”. Depois veio a oportunidade de transformar esse momento em evangelização para as crianças. "Quando elas voltavam para casa, contavam o que tinham vivido e traziam os amiguinhos no ano seguinte", conta Cinzia.

E os frutos desses encontros são reais: muitos pequenos reconhecem que "se sentiram em família" e muitos pais contam que notaram "uma mudança para melhor" nos filhos depois do encontro.

Os menorzinhos trabalharam em torno à ideia de "transmitir e escutar a fé", através da contação de histórias. Por sua vez, os da primeira etapa do ensino fundamental brincaram de "buscar uma fé especial", como astronautas-mirins da NAGA (do italiano Non Abbatterti, Gesù ti Ama, ou Não se desanime, Jesus ama você). Já os pré-adolescentes "montaram um acampamento da fé" e, acampando, entenderam que, se eles armarem a tenda da fé, outras pessoas poderão se abrigar nela.

Um elemento muito importante do trabalho de evangelização com as crianças é a música, uma linguagem simples que as ajuda a entender a fé mais facilmente. Tudo sem esquecer o mais importante: os momentos de oração e de compartilhamento direto da presença de Deus. "Houve momentos de oração muito fortes e intensos. A missa também foi ambientada de acordo com a idade de cada grupo, e também tivemos, é claro, a adoração eucarística", recorda Cinzia.

Cinzia afirma que "outro fruto do trabalho desses dias é a grande união, tanto das crianças com os animadores quanto dos animadores entre si. Vimos o quanto alguns adolescentes voluntários cresceram e amadureceram. Alguns adolescentes que foram animadores pela primeira vez nos contaram que, nos anos anteriores, eles saíam da assembleia cansados à noite, mas, neste ano, ao voltarem para o alojamento, continuavam cantando e rezando".

Para manter o vínculo entre as crianças e continuar a obra da evangelização com elas, a Renovação Carismática Católica organiza encontros regionais durante o ano.