Ex-recuperandos reúnem-se em Fazendas da Esperança

Ocasião foi o feriado de Finados, neste início de novembro

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GUARATINGUETÁ, sexta-feira, 16 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- O final de semana do feriado de Finados – 2 a 4 de novembro no Brasil – foi uma oportunidade para ex-recuperandos de diferentes Fazendas da Esperanças reunirem-se e confraternizarem.



Na Fazenda das Pedrinhas (Guaratinguetá, visitada pelo Papa em maio passado) sob a responsabilidade de padre César dos Santos participaram os membros do Paraguai, Rússia e Brasil.

Ao mesmo tempo, na Fazenda de Garanhuns (Pernambuco), Nelson Rosendo, um dos fundadores do trabalho com tóxico-dependentes, reuniu-se principalmente com grupos do nordeste do Brasil.

Segundo destaca o padre César dos Santos, o encontro com os ex-recuperandos é muito importante. Nesses momentos eles realizam trocas de experiências, reavivamento espiritual e planejamento do ano seguinte.

«Temos contato permanente com os ex-recuperandos que freqüentam os Grupos, mas têm alguns sem essa possibilidade, pois não tem Grupos Esperança Viva em sua região», conta o padre.

No final de semana do feriado de Finados, novas pessoas oriundas dos GEVs entraram para a Família da Esperança.

Fora da Fazenda esses grupos levam o modo de viver para a sociedade e por meio deles os dependentes de drogas e álcool são encaminhados para realizar sua recuperação em uma das unidades da comunidade terapêutica.

As missões de abertura de novas Fazendas ou de reavivamento das existentes praticamente quem assume são os membros dos Grupos de Esperança Viva (GEV).

Para o padre César, o contato com os ex-recuperandos é muito importante, porque eles são os embaixadores da esperança que estão na sociedade fora da Fazenda.

«Estamos passando por uma reestruturação, retomando alguns grupos que tinham fechados ou tomado alguma baixa», disse Leandro Pires Ceveira, 28 anos, ex-recuperando da Fazenda de Casca (Rio Grande do Sul) nos anos de 1997 a 1998, há um ano é responsável GEVs da região Sul do Brasil, incluindo Paraguai e Argentina.

Ceveira passou por uma recaída (voltou a usar drogas) em 2000, mas em 2001 retomou os contatos com a Fazenda por meio dos GEVs, realizando trabalhos voluntários, sendo hoje um embaixador da esperança na sua região.

«Acredito que a recaída tenha sido porque abandonei o contato com a Fazenda», afirma Ceveira.

Com Fazenda da Esperança