Facebook volta atrás e reativa a página ''Memes Católicos''

Associação cidadã espanhola canaliza doze mil pedidos para a liberação do canal

Roma, (Zenit.org) | 1692 visitas

A rede social Facebook voltou atrás na censura que tinha imposto à página Memes Católicos, do jovem peruano Yhonatan Luque Reyes, de 24 anos. Mais de doze mil pessoas assinaram o protesto organizado pela associação HazteOir.org, pedindo que o Facebook revogasse o injusto veto à página cristã, que conta com 115.000 seguidores. A ação da HazteOir.org (HO) se juntou à de outras organizações que também se mobilizaram pela causa.

Em 25 de janeiro, a rede social comunicou a Yhonatan Luque a decisão de censurar a página Memes Católicos. A empresa cedeu a uma campanha de pressão empreendida por grupos anticristãos.

Um mês e mais de doze mil pedidos e protestos depois, a empresa reativou a página.

A história da Memes Católicos

O jovem estudante peruano de informática, que se apresenta como cantor no sistema de transporte público de Lima para sobreviver, decidiu abrir uma página no Facebook para discutir temáticas da fé com seus quinze amigos mais próximos. A linguagem cativou mais usuários: imagens simples, chamadas hoje de memes no jargão “internetês”, permitiam o diálogo e o intercâmbio de ideias com humor e profundidade.

Os quinze amigos se transformaram em cem mil em menos de nove meses. A página se tornou ponto de encontro de católicos, protestantes e ateus. O sucesso da iniciativa fez dispararem os alarmes de grupos anticristãos, que, de modo coordenado, denunciaram falsamente a página.

Com mais seguidores no Facebook do que vários veículos tradicionais da mídia espanhola, Yhonatan e seus Memes viraram notícia em vários ambientes do mundo hispânico. Em dezembro, a rede social comunicou ao jovem que ele fora denunciado por violar o artigo 3.7 da política do Facebook, que afirma que “é proibido publicar material que incite ao ódio, material pornográfico, material que induza à violência…”. Quatro dias depois, as falsas denúncias levaram a rede social a suprimir a página.

Apesar de ter oferecido a Yhonatan a possibilidade de identificar-se formalmente e de demonstrar tanto a autoria quanto a absoluta correção das publicações, o Facebook  manteve a página censurada.

A situação foi interpretada como um ataque à liberdade de expressão e de religião por muitos meios de comunicação. A indignação percorreu as redes sociais, com mostras de apoio a Yhonatan oferecidas por milhares de usuários, testemunhas oculares de que os fatos denunciados eram falsos. Até o Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais do Vaticano ecoou o caso na sua conta do Twitter.