Falece juiz único do Vaticano, Gianluigi Marrone

Foi responsável dos Tribunais do Estado durante muitos anos

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CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 24 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- Ontem, segunda-feira, no Campus biomédico de Trigoria (Roma), onde estava internado por causa de uma doença incurável, faleceu o magistrado Gianluigi Marrone, juiz único dos Tribunais do Estado da Cidade do Vaticano. Ele tinha 62 anos e deixa mulher e dois filhos.

Figura relevante no sistema judicial vaticano, segundo a nota que publica ao respeito L'Osservatore Romano, o juiz Marrone havia nascido em Roma em 10 de outubro de 1946. Licenciou-se em jurisprudência na Universidade La Sapienza, obteve a licença e o doutorado em direito canônico na Universidade Pontifícia São Tomás de Aquino, assim como a licenciatura para lecionar religião e finalmente, o diploma de Advogado da Rota Romana. 

Chegou ao Vaticano em 1987 como juiz adjunto do Tribunal do Estado, após ter desempenhado numerosos cargos na câmara dos deputados da Itália. Em 1990 foi nomeado juiz ordinário, e em 1991 assumiu as funções de juiz único. 

Sua preparação jurídica havia sido de grande ajuda para as comissões de estudo que elaboraram os textos normativos do ordenamento do Estado da Cidade do Vaticano. Havia dado notável contribuição também à elaboração das novas leis: a Fundamental do Estado e a das Fontes do Direito. 

Particularmente, nos últimos anos ele se dedicou à segurança e à saúde dos trabalhadores do Estado. Também havia sido nomeado delegado do presidente do governo da Cidade do Vaticano para dirigir a seção de segurança que se havia instituído, segundo a lei LIV, promulgada em dezembro de 2007. Havia sido também presidente da Associação dos Santos Pedro e Paulo, e membro do Conselho de Presidência do Círculo de São Pedro.