Fátima: Bispo sublinha importância da misericórdia e pede mundo sem rancores

Peregrinação aniversária de setembro foi presidida por Dom Manuel Clemente

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FÁTIMA, quinta-feira, 13 de setembro de 2007 (ZENIT.org).- Na peregrinação aniversária de setembro ao Santuário de Fátima (Portugal), esta quinta-feira, o bispo do Porto sublinhou a importância da consciência da misericórdia divina e também da postura de não guardar rancores.



O sentimento da misericórdia, sublinhou o bispo do Porto na homilia da Eucaristia desta manhã no Santuário, exige que se «corrija o culpado, se repare o mal realizado e se protejam as pessoas, sobretudo as mais fracas».

Quem tem a consciência da misericórdia divina «cresce em motivação para ajudar os outros e não desistir nunca de ninguém, por mais sancionável possa ser», afirmou o prelado, segundo refere a Sala de Imprensa do Santuário de Fátima.

Num apelo a uma misericórdia sem rancores, Dom Manuel Clemente sublinhou que «Cristo e o seu Evangelho estão no mundo há 2 mil anos, mas há ainda muito a fazer a partir deles para o triunfo da misericórdia». O prelado pediu uma «grande misericórdia para o mundo e a recuperação global de tudo e todos».

O bispo do Porto rogou para que «em toda a educação familiar, particular, pública e estatal se faculte positivamente às novas gerações o conhecimento da herança sapiencial e religiosa da humanidade com um sólido legado para poder ser verdadeiramente livre e responsável».

O mundo repete «rancores e violência, egoísmo e exclusão, desinteresse e desistência», onde mesmo que surjam novos nomes «se aplicam a pecados velhos, que só a misericórdia consegue ultrapassar», indicou.

O trabalho é «grande, muito grande, por isso o espírito de Deus é que nos muda os corações, com misericórdia, benevolência e caridade». «A festa de Deus é o regresso dos pródigos», finalizou.

No ano em que em Fátima se celebram os 90 anos das aparições de Nossa Senhora, o bispo do Porto apelou a todos para que «nesta festa se escute Nossa Senhora, se apele à conversão dos pecadores e dos que precisam», pois «há uma festa divina a alargar ao mundo».

No final da Eucaristia, Dom António Marto, bispo de Leiria-Fátima, sublinhou que «a razão pela qual vale a pena viver e caminhar ao longo da vida é Deus no seu amor misericordioso».

Dirigindo-se aos peregrinos nos vários idiomas, o bispo de Leiria-Fátima desejou a todos um regresso a casa «com coração renovado, sereno e cheio de paz».