Fátima recordou o 11 de Setembro

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FÁTIMA, segunda-feira, 12 de setembro de 2011 (ZENIT.org) – O bispo de Viseu (Portugal), Dom Ilídio Pinto Leandro, recordou ontem em Fátima o 11 de Setembro, no contexto dos 10 anos dos ataques terroristas.

“Não são os gestos que têm a matriz do 11 de Setembro de há dez anos, e que tem marcado as relações entre os povos e entre as nações, (que fazem progredir o mundo). Estes semeiam o medo, a vingança, o terrorismo, dividem o mundo em sub-mundos e em blocos antagónicos e fazem do mundo uma selva, onde cada um receia de cada outro, quer nas relações de proximidade e de vizinhança, quer nas profissionais e laborais”.

O bispo falava na homilia da missa dominical, dirigindo-se em especial às várias centenas de jovens que participavam na 38ª peregrinação do Movimento dos Convívios Fraternos, segundo informa o Santuário de Fátima.

“A acusação, a vingança, a ira a lei do mais forte a lei do mais forte, tudo isso, caríssimos amigos, é Antigo Testamento e foi já, há muito, superado por Jesus Cristo. São gestos com a matriz de Jesus, a matriz do perdão e do amor, como os gestos de João Paulo II, que perdoou a quem o quis assassinar, são estes gestos que fazem progredir e avançar o mundo, construindo o futuro e semeando a esperança”, disse.

Dom Ilídio Leandro afirmou que “o mundo precisa de mudar o paradigma de vida, as referências de desenvolvimento e os sistemas de organização económica e social. O mundo dos excluídos, dos refugiados, das crianças soldado, das desigualdades injustas, este mundo, envergonha os cristãos”.

Na sua reflexão, o bispo de Viseu falou também sobre o desempenho dos líderes da atualidade: “dos atuais lideres e responsáveis pouco se tem visto de novo e de grande, no nosso país e fora”.

Num momento difícil, marcado pela inconstância e pela incerteza, o bispo de Viseu lembrou que o coração dos jovens está “carregado de ideais nobres” e exortou-os à firmeza da fé para ultrapassar os muitos obstáculos - “como portas fechadas numa sociedade em crise, minada e caótica” - com que atualmente se deparam.

Dom Ilídio descreveu aquele que deve ser o perfil de um jovem cristão perante as adversidades: “um jovem sem medo da vida, sem medo do mundo, sem medo do futuro”.

“O mundo e a Igreja precisam de jovens inseridos nas mais diversas áreas da vida social, económica, laboral, académica, jurídica e política, com linguagem, comportamento e testemunho sério e autêntico, que sejam referências de um mundo e de uma Igreja que anseiam por mudanças a partir do interior e no mais profundo dos valores, dos critérios e dos caminhos de renovação”, disse.

Vinte e seis grupos de peregrinos vindos de sete países anunciaram-se junto do Serviço de Peregrinos como participantes nesta celebração eucarística, realizada no Recinto de Oração do Santuário de Fátima. Presidiu o bispo de Viseu e concelebraram D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, e vários sacerdotes.