Fé em Deus e pé nas quadras

A história de um jogador de vôlei que depositou sua confiança em Deus.

São Paulo, (Zenit.org) Mirticeli Dias de Medeiros | 718 visitas

O Brasil não é somente o país do futebol, mas também pode ser considerado o país do voleibol. Desde a medalha de ouro de Barcelona, em 1992, a modalidade, no Brasil, é uma força emergente.  Atualmente, a seleção brasileira de voleibol masculino está em primeiro lugar no ranking oficial da FIVB (Federação Internacional de Voleibol) e muitos jogadores brasileiros são reconhecidos internacionalmente. 

O carioca Riad Garcia Ribeiro, de 32 anos, é um desses jogadores. O central, que é atleta profissional desde 2000 e atualmente joga pelo Sesi-SP, já coleciona uma série de conquistas no Brasil e fora do Brasil. Mas talvez uma de suas maiores conquistas não tenha chegado ao conhecimento de muitos que o acompanham e admiram à distância: a sua caminhada de fé.

A vida do atleta é nutrida pela devoção à Santa Rita de Cássia a partir de um episódio que mudou a sua vida de uma vez por todas. A fé na intercessão de uma das santas italianas mais populares do mundo, não somente levou o seu time – na época o Trentino, da Itália -, a ser campeão da Champions League, em abril de 2009, mas mudou os rumos de sua trajetória.

“Muitas coisas aconteceram em minha vida pela intercessão de Santa Rita. Um desses acontecimentos foi uma graça muito grande que recebi em 2009 quando tive uma lesão no joelho direito”, ressaltou o atleta.

O inexplicável

A graça, relatada pelo jogador acima, a qual ele atribui à intercessão de Santa Rita, foi ter disputado a semifinal e a final da Champions League sem um incômodo sequer, mesmo com um quadro de lesão que, segundo os médicos, lhe causaria dores terríveis e posteriormente o obrigaria a se afastar das quadras por cerca de um ano.

“Decidi pedir a Santa Rita que intercedesse por mim junto ao Senhor para que Ele tirasse aquela minha dor durante os dois dias das finais [...] E se eu conseguisse jogar sem dor e ganhássemos o campeonato, eu levaria a camisa na qual eu jogasse a final ao Santuário de Santa Rita em Cássia. Como uma forma de agradecimento pela graça alcançada. E assim aconteceu: consegui jogar as duas partidas sem dor e fomos campeões!”, explicou.

E a promessa foi cumprida. A camisa usada por Riad, nesse dia que marcou sua carreira, foi depositada ao lado do corpo incorrupto de Santa Rita em Cássia, na Itália.

Uma fé em crescimento

Desde então, o jogador de vôlei passou a colecionar, além das vitórias conquistadas nas quadras, uma série de acontecimentos que fizeram com que ele se tornasse um católico ainda mais fervoroso. O atleta interpreta sua devoção como um meio para que Deus se torne o critério para suas escolhas no dia-a-dia.

“Hoje encaro a vida com mais fé. [...] Procuro rezar mais, pois Santa Rita passou por inúmeras adversidades e dificuldades em sua vida e nunca desanimou e jamais perdeu a fé em Deus! Hoje, em todas as minhas orações, ao final, digo sempre: ‘E que seja feita sempre a Tua vontade Senhor’ “, afirmou Riad.

E não para por aí.  Riad foi convidado para levar a cruz olímpica durante o encontro do Papa Francisco com os atletas, que aconteceu na Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro, em julho de 2013. Além disso, chegou a ampliar a reforma de sua casa para acomodar peregrinos vindos da região Nordeste do país.

A experiência vivida em meio aos milhões de jovens na praia de Copacabana, também motivou o atleta a confirmar suas promessas batismais através do Sacramento do Crisma, em 15 de dezembro de 2013.

“O Crisma, desde que voltei a jogar no Brasil, era um desejo muito grande. E comecei a me preparar justamente depois da JMJ [...] Tudo aquilo que senti na Jornada influenciou para que eu tivesse ainda mais vontade de fazê-la. O Riad católico procura sempre estar caminhando junto com a igreja. Vai à missa aos domingos, confessa, reza e procura ler sobre a igreja”, concluiu.