Felicidade e paz só podem ser produto do amor, diz cardeal

Dom Geraldo Agnelo convida à conversão ao amor, ao perdão e à solidariedade

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SALVADOR, quinta-feira, 8 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- «A felicidade que desejamos pelos votos de Ano Novo e a Paz tão sonhada só podem ser produto do amor», afirma o arcebispo de Salvador (Bahia).

Em uma mensagem enviada a Zenit essa quarta-feira, de repercussão da festividade da Epifania, o cardeal Geraldo Agnelo recorda que a celebração revela que «Deus veio ao mundo num corpo humano, para que os homens, mergulhados nas trevas de todas as maldades, não perdessem por ignorância o que só puderam alcançar e possuir pela graça».

«Ele não vem hoje para salvar o mundo dos desmandos dos projetos de globalização da economia que não demonstram preocupação pelo valor do trabalho humano com o suor de seu rosto, mas com o ganho do capital, continuando a deixar a maioria da humanidade sempre mais pobre e carente até do indispensável para sobreviver.»

Segundo o arcebispo, «só há uma equação para resolver os problemas do mundo, aquela que Jesus Cristo fez e ensinou com sua vida e sua palavra: morrer na cruz por amor».

«Isso aconteceu não por derrota infligida, mas por escolha pessoal contida no plano de Deus.»

«Desde a apresentação de Jesus no Templo, no oitavo dia do nascimento, Simeão e a profetiza Ana anunciaram que Ele viera e seria sinal de contradição para muitos que não o reconheceriam», destaca.

O cardeal Agnelo enfatiza que «Jesus ensina com autoridade». «A felicidade que desejamos pelos votos de Ano Novo e a Paz tão sonhada só podem ser produto do amor.»

«Todos somos convocados e convidados à conversão ao amor, ao perdão para os que nos ofendem, a solidariedade sem condições para os semelhantes que mais sofrem e os mais necessitados.»

«Os magos, ao encontrarem o menino com Maria, sua mãe, prostraram-se e o adoraram. É a profissão de fé na divindade de um menino. Deus se faz presente e se manifesta na pequenez de uma criança», afirma.

Segundo o arcebispo de Salvador, a liturgia da festa da Epifania é um convite: «se Deus dignificou a fragilidade humana a ponto de assumi-la para, através dela, dar-se a conhecer ao mundo, à nenhuma pessoa humana pode ser negada a sua importância, o seu irrenunciável  direito de viver com dignidade».

«As festas de fim de ano e de novo ano passaram. Não podem ser transformadas em cinzas. Aguardam nossa conversão», afirma Dom Geraldo Agnelo.