Festas cristãs têm de ser expressões de convivência, vida e esperança, diz bispo

D. Benedicto de Ulhoa Vieira, arcebispo emérito de Uberaba (Brasil)

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UBERABA, quarta-feira, 27 de junho de 2007 (ZENIT.org).- Segundo o arcebispo emérito de Uberaba (Minas Gerais, sudeste do Brasil), as festas celebradas pelos fiéis católicos «têm de ser expressões de convivência, de vida e de esperança cristã».



Em artigo difundido pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) essa terça-feira, D. Benedicto de Ulhoa Vieira afirma que a Igreja Católica «não é uma igreja de lágrimas e tristezas».

«É uma Igreja de alegria, porque vivemos a felicidade da fé, a certeza da esperança e a quentura do amor.»

O arcebispo recorda que são muitas as festas deste mês de junho. «Tivemos o dia de “Corpus Christi” e o dia da santificação do clero que é a solenidade do Coração de Jesus, patrono desta Arquidiocese».

«A piedade do povo cristão festeja ainda neste mês os três populares Santo Antônio, São João e São Pedro. Devoções populares que, embora envolvidas de folclore, podem levar-nos para mais perto de Deus», afirma.

Segundo recorda o arcebispo, Santo Antônio, na crença popular, «é o santo tido como casamenteiro, o que me parece absolutamente gratuito».

«Frade português, viveu ele, quase a vida toda, em Pádua, na Itália. Tendo sido o primeiro professor de teologia na Ordem que São Francisco fundara, a Igreja o proclamou doutor, sobretudo pela sabedoria de suas pregações e pela eloqüência de seu verbo. Sua imagem parece sorrir ao oferecer a seus devotos o Menino que traz no carinho de seus braços.»

«Vem depois São João, primo de Jesus, que, na correnteza do Jordão, o batizou. Austero, duro no dizer, defensor do casamento indissolúvel mesmo na ordem natural, perdeu decapitado a vida nas mãos da sensual concubina de Herodes», explica.

Segundo D. Benedicto, São João «é o santo corajoso e independente, que deveria ser o patrono e exemplo a ser seguido pelos políticos de nossa terra, na retidão, na coragem, no desprendimento».

O arcebispo recorda ainda que, fechando o mês, dia 29, tem a festa de São Pedro, «pescador e pecador que negara o Mestre, mas depois, com tanta dor e imenso amor, recebeu a missão de pastorear os cordeiros e as ovelhas – isto é, o rebanho todo – por determinação de Jesus, que o coloca então no topo da sua Igreja, como o primeiro Papa».

«Abençoado este mês de junho, com tantas festas bonitas», escreve o arcebispo.