Festividade da mãe de Maria expressa importância da família

Dia dos avós, este sábado, recorda figuras de Sant’Ana e São Joaquim

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Por Alexandre Ribeiro

SÃO PAULO, sexta-feira, 25 de julho de 2008 (ZENIT.org).- Bispo em uma região brasileira que tem grande devoção por Sant’Ana, Dom Manoel Delson, da diocese de Caicó, considera que festividade da mãe de Maria, que se celebra este sábado, expressa a crença cristã na importância da família.

Sant’Ana, «padroeira do Sertão», explica o bispo, é muito festejada na região do Seridó, no Estado do Rio Grande do Norte. Neste sábado, celebra-se na Igreja, no mesmo contexto, o dia dos avós, devido à homenagem a Sant’Ana e São Joaquim, avós de Jesus.

De acordo com o bispo, «são 260 anos de veneração, festejos, preces tecidas de fé e graças alcançadas. Cada seridoense tem gravado na alma a experiência da presença de Sant’Ana, o seu testemunho de amor à família, sua confiança a Deus e sua intercessão constante pelos seus netos, os irmãos adotivos de Jesus».

Segundo Dom Manoel Delson, «o povo apreendeu no mistério da vida o sentido modelar de mãe e mestra, que Sant’Ana viveu com todas as letras».

«Foi no santuário do amor, a família, que Ana educou a figura humana mais bela e mais dócil ao Criador e, por isto, a mais pura, mais santa, mais dominada pela graça, que é a Virgem Santíssima, a escolhida de Deus.»

«A própria Bíblia Sagrada afirma que “pelos frutos se conhecereis a árvore”. O fruto de Sant’Ana e São Joaquim é Santa Maria. Os pais são santos e a filha também», afirma o bispo, em mensagem dirigida aos fiéis essa quinta-feira.

«Nesta família, a santidade é comum a todos. Não podia ser diferente, a família que Deus escolheu para seu filho nascer é toda ela ungida pelo Espírito santificador.»

O bispo explica que «não nos é permitido contemplar Sant’Ana sem enxergar a sua filha Maria Santíssima, o fruto do seu amor e de sua fé. Por isso, na imagem de Sant’Ana a menina está ao lado.»

«Ana dedicou todo o seu tempo a educar Maria na fé e no santo temor de Deus. No coração da filha Ana plantou o respeito ao Senhor Deus, a quem Maria se consagrou.»

Dom Manoel considera que Ana mostrou a Maria «que o essencial nesta vida é viver para Deus. E viver para Deus é fazer aquilo que Deus mesmo colocou no coração de cada um».

«Realizar a “vocação”, o chamado misterioso que conduz cada pessoa a fazer o melhor de si para contribuir na edificação da obra divina. Ana fez o melhor de si, moldou na fé e no amor o espírito da Virgem Santíssima, que se fez toda obediente a Deus», afirma o bispo.