Fiéis celebram Divino Pai Eterno no centro-oeste do Brasil

Maior festa religiosa da região espera reunir 2 milhões de fiéis

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TRINDADE, quinta-feira, 26 de junho de 2008 (ZENIT.org).- Esta sexta-feira iniciam as celebrações da maior festa religiosa do centro-oeste do Brasil. Em torno ao Santuário do Divino Pai Eterno, em Trindade (18 km de Goiânia, Goiás), devem-se reunir 2 milhões de fiéis.

Serão 10 dias de festividades, sob o tema «Pai Eterno, Esperança e Salvação!». Na programação, constam romarias, missas e outros momentos de oração, além de diferentes shows católicos. 

Ao todo, serão realizadas 11 procissões, mais de 100 missas e 46 novenas, além de inúmeras confissões e batizados.

O reitor do Santuário, Pe. Robson de Oliveira, considera que a festividade é um momento de elevar ação de graças à Trindade divina.

«A Santíssima Trindade nos conduz ao mais sublime amor de Deus. É a presença do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e, também, de Maria que está bem no coração dessa Trindade. Por Jesus, nós conhecemos o Pai e por Maria nós somos intercedidos», afirma.

Entre as diversas romarias, há a dos Carros de Boi, que expressa as origens rurais da festa. Os carreiros vêm de longe, acampam pelo caminho, sempre em clima de oração e chegam depois de dias para participar da missa e da bênção.

Também se realiza a tradicional romaria da arquidiocese de Goiânia, em que, durante o percurso, orações e momentos de reflexão serão conduzidos pelo arcebispo, Dom Washington Cruz.

História

A devoção ao Divino Pai Eterno teve início por volta de 1840, com o casal de agricultores Constantino Xavier Maria e Ana Rosa de Oliveira.

Constantino, um homem muito religioso, assim como sua esposa, começou a trabalhar na terra para plantação.

Certo dia, enquanto lidavam no campo, encontrou sob a terra um medalhão de barro, onde estava representada a Santíssima Trindade coroando a Virgem Maria.

Constantino e seus familiares começaram a rezar o terço, principalmente aos finais de semana. Numerosos prodígios, graças e milagres começaram a acontecer. A notícia se espalhou e aos poucos outros moradores locais passaram a rezar juntos ao Divino Pai Eterno.

O número de devotos foi crescendo e a casa de Constantino já não comportava tanta gente. Por volta de 1843 foi construída a primeira capela. Hoje, ergue-se no local o Santuário do Divino Pai Eterno, cuja pedra fundamental foi lançada em 1943.