Foi por Amor: Via Sacra dos jovens com o padre Werenfried

Livro de Maria Teresa Maia Gonzalez lembra o drama dos refugiados sírios

Lisboa, (Zenit.org) | 1106 visitas

Mais de meia centena de pessoas assistiram ontem, no auditório da Igreja do Campo Grande, em Lisboa, à apresentação do livro “Foi por Amor – Via Sacra dos jovens com o padre Werenfried”, de Maria Teresa Maia Gonzalez.

Monsenhor Feytor Pinto, que prefaciou a obra, sublinhou tratar-se de “um desafio aos mais jovens, e a todos nós, para não ficarmos apenas pela oração mas à mudança de vida”. Uma mudança, acrescentou, “que terá de ser feita com verdade, justiça, liberdade, perdão e amor”.

Destacando a qualidade literária dos textos e a beleza das ilustrações, o pároco do Campo Grande recordou que o livro procura também assinalar o nascimento do fundador da Ajuda à Igreja que Sofre, e que deve ser entendido como “um desafio à conversão”.

Lembrando os dias felizes que estão a ser vividos na Igreja Católica com a eleição do Papa Francisco, Monsenhor Feytor Pinto disse que “é necessário ter uma Igreja pobre, ao serviço dos mais pobres, e que esse é um desafio para todos nós”. Por isso, acrescentou, “este livro responsabiliza-nos a sermos melhores cristãos”.

A autora agradeceu o convite da Fundação AIS para este projecto e falou do padre Werenfried van Straaten como “um apóstolo de Cristo ao serviço dos que mais sofrem no mundo”.

Por fim, Catarina Martins, directora da Fundação AIS em Portugal, sublinhou o trabalho da instituição em favor dos cristãos perseguidos no mundo e enfatizou o facto de as receitas da venda do livro reverterem integralmente para os refugiados da guerra civil na Síria, “conflito que atingiu níveis de violência sem precedentes”, havendo já mais de “1 milhão de pessoas que vivem em campos improvisados”.

Para estes refugiados, lembrou Catarina Martins, “não há quaisquer perspectivas e o futuro no seu próprio país é cheio de incertezas”. De facto, hoje, “milhares de pessoas dependem totalmente da Igreja”. Se não fizermos nada, lembrou, “as populações ficam abandonadas à sua sorte”.

Em todo o mundo existem milhões de pessoas que sofrem perseguição religiosa. Ajudar quem passa por estas situações e informar a opinião pública sobre as mesmas tem sido o mote da acção da Fundação AIS, uma organização dependente da Santa Sé cujo objectivo é apoiar projectos pastorais nos países onde a Igreja Católica está em dificuldade. A Organização tem secretariados nacionais em dezassete países da Europa, na América e na Austrália, apoiando mais de cinco mil projectos todos os anos em cerca de 140 nações de todos os continentes.