"Fragmentos de beleza"

Pintor e escultor grego Jannis Kounellis abre o projeto "Uma Porta para o Infinito

Roma, (Zenit.org) | 1220 visitas

Na próxima sexta-feira, 25 de janeiro, Jannis Kounellis abre a seção "Fragmentos de Beleza" na edição 2013 de "Uma Porta para o Infinito - O homem e o Absoluto na Arte", concebida e realizada pelo departamento de Comunicações Sociais do Vicariato de Roma, em parceria com o Conselho Pontifício para a Cultura.

O pintor e escultor grego, naturalizado italiano, nasceu em 1936 no Pireu e vive em Roma desde 1956, quando chegou à capital da Itália para completar a sua formação na Academia de Belas Artes, sob a orientação de Toti Scialoja. Também em Roma fez a primeira exposição individual na galeria La Tartaruga, em 1960, intitulada “O Alfabeto de Kounellis”. Desde então, realizou exposições na Itália e pelo mundo, em busca de formas de expressão e materiais diferentes, numa visão da arte não como estética, mas como criação.

De pintor, tornou-se também escultor e montou instalações até com animais vivos: memorável a de 1969, na galeria L’Attico, de Fabio Sargentini, em que Kounellis exibiu doze cavalos. Ele não despreza matéria alguma: em suas obras, expostas por todo o mundo, como no Museu Guggenheim de Nova York, há pó de café, sacos de estopa, máquinas de costura, camas dobráveis. É um dos fundadores, em 1967, da "arte povera".

Em 2007, fez o novo portão do jardim monástico da Basílica de Santa Cruz em Jerusalém. Em 2009, nos "40 Concertos no Dia do Senhor", em Roma, concebeu uma instalação específica na Basílica dos Santos Doze Apóstolos: "Dois feixes no chão, formando uma cruz assimétrica, marcam o centro de um círculo de 12 cadeiras, em que se sentam sacos de estopa cheios de pedra, secretamente envoltos em folhas brancas atadas" (Silvia Marsano).

Em 2011, por ocasião do sexagésimo aniversário do sacerdócio de Bento XVI, Kounellis participou da exposição "O esplendor da verdade, a beleza do amor", um tributo de sessenta artistas contemporâneos ao pontífice.