Francisco descobriu o tesouro que é Cristo

Ministro geral dos Frades Menores Capuchinhos indica a conversão de Francisco como exemplo de vida nova

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Padre Mauro Jöhri

VATICANO, segunda-feira, 15 de outubro de 2012 (ZENIT.org) – Oferecemos a seguir as palavras do reverendo pe. Mauro Jöhri, O.F.M. Cap, ministro geral da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, na Sétima Congregação Geral do Sínodo dos Bispos, realizada nesta sexta-feira, 12 de outubro.

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As ordens mendicantes contribuirão para a nova evangelização na medida em que elas próprias se renovarem no contato com o carisma dos seus fundadores e na escuta atenta das situações complexas do nosso tempo. É necessária, de nossa parte, uma fidelidade criativa, como, no fundo, soube vivê-la de forma exemplar a testemunha que me é mais próxima: São Francisco de Assis. Em que sentido podemos falar de Francisco como "um homem verdadeiramente novo"?

Eu creio que posso dizer que ele era um homem realmente novo porque soube repropor de modo forte e convincente a pessoa de Jesus Cristo e o seu Evangelho. Ele não se colocou no lugar de Cristo; de modo nenhum. Francisco descobriu Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, como se descobre o tesouro escondido no campo. Depois de descoberto o tesouro que é Cristo, Ele motivou e acompanhou todas as opções de vida de Francisco.

E para entrar em plena posse deste tesouro, para ser profundamente transformado pelo contato com a pessoa de Cristo, Francisco deixou tudo, rompeu com sua família, assumiu uma existência errante, renunciou a todas as formas de disputa a fim de iniciar um estilo de vida que era então completamente inédito. Ele colocou a Cristo no centro da sua vida e, para dar-lhe espaço de verdade, o servia nos leprosos, se retirava com gosto para viver em eremitérios, andava pelas ruas para pregar a penitência.

Nós, religiosos, somos chamados decididamente a fazer de Cristo o centro da nossa vida. E isto significa ter a coragem de testemunhá-lo abertamente. Não temos que ter medo de dizer que é por Ele e somente por Ele que nós escolhemos abraçar a vida religiosa e viver na mútua dependência em fraternidade. Somos convidados a dizer que é dele que esperamos a recompensa pelos nossos sacrifícios e que a melhor parte ainda está por vir.

[Trad.ZENIT]