Francisco visita a periferia existencial de Roma

Antes de celebrar a santa missa na paróquia do Sagrado Coração, o papa se encontra com refugiados, imigrantes e sem teto

Roma, (Zenit.org) Redacao | 368 visitas

O papa Francisco fez ontem, domingo, 19, uma visita pastoral à paróquia romana do Sagrado Coração de Jesus, em Castro Pretorio. A paróquia é dirigida pelos salesianos.

Geograficamente, ela não fica na periferia de Roma, mas, sem dúvida, reflete a “periferia existencial” que o pontífice argentino menciona com tanta frequência e preocupação. Situada na via Marsala, junto à estação central de trens Termini e perto do albergue e do refeitório da Cáritas, a região reúne muitas pessoas sem lar, desfavorecidas socialmente e marginalizadas.

A igreja, construída a pedido do papa Leão XIII, foi levantada por São João Bosco graças às ofertas dos católicos. O cardeal vigário Lucido Parocchi a consagrou em 14 de maio de 1887.

Hoje, os salesianos trabalham na paróquia com os refugiados e com os imigrantes, além de dar assistência aos mendigos que são abundantes nas redondezas. As necessidades de todas essas pessoas, que se revelam com evidência maior a cada dia, são aliviadas, em parte, pelo trabalho da Cáritas.

Os refugiados que recebem atenção direta da paróquia são cerca de 60. Os imigrantes, por sua vez, chegam a várias centenas. A comunidade mais numerosa é a filipina, que também conta com outras paróquias em Roma, como Santa Prudenziana e Perpétuo Socorro. Seus dias de encontros são as quintas-feiras pela tarde e os domingos.

A comunidade latino-americana também é numerosa. Na Itália há aproximadamente 350 mil imigrantes do continente sul-americano, dos quais quase 100 mil são equatorianos e outros 100 mil são peruanos. 

As estruturas da paróquia do Sagrado Coração formam um dos pontos de reunião dos latino-americanos na capital italiana, embora o principal centro de atendimento seja a igreja de Santa Maria della Luce, sede da pastoral latino-americana em Roma. No pátio interno da paróquia, visitado pelo papa, os latino-americanos já organizaram diversos eventos, como o do Dia das Mães. Também se tornaram tradicionais em Roma duas procissões típicas desse grupo de imigrantes: a do Senhor dos Milagres, do Peru, e a de Nossa Senhora de Quinche, do Equador. 

Ao chegar, acompanhado pelo pároco Valerio Baresi, o bispo de Roma se encontrou com os fiéis e, posteriormente, com cerca de sessenta amigos sem teto que mantêm relação com a igreja através da sua ação social.

Depois, o papa Francisco se reuniu com uma centena de refugiados e com uma representação dos voluntários da paróquia.

Para encerrar a visita, o Santo Padre teve um encontro com as crianças batizadas durante o último ano e com os seus pais, bem como com os recém-casados e com as famílias jovens.

Durante a visita, o papa ouviu a confissão de cinco fiéis e em seguida celebrou a santa missa.

(RED/IV)