Geórgia: agostinianos apoiam Igreja Ortodoxa

Presidente Saakashvil agradece ajuda em Roma

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ROMA, domingo, 26 de junho de 2011 (ZENIT.org) - Mijeil Saakashvil, presidente da República da Geórgia, participou da primeira Eucaristia da Igreja Ortodoxa em um templo agostiniano recoleto de São Ildefonso e São Tomás de Villanueva, em Roma.

Com o gesto religioso e ecumênico de oferecer um espaço para o culto da Igreja Ortodoxa, os agostinianos recoletos prestam uma importante ajuda social a uma das últimas minorias migrantes que começa a assentar-se na capital italiana, segundo informa a Ordem em uma nota enviada a ZENIT.

Mijeil Saakashvil agradeceu a colaboração da Ordem, que, dessa forma, presta uma grande ajuda no campo dos desafios sociais próprios das ondas migratórias. O presidente da ex-república soviética assistiu à primeira Eucaristia que a Igreja Ortodoxa da Geórgia celebrou, em 2 de junho, no templo de São Ildefonso.

A minoria georgiana é a última dos países do Leste Europeu que se concentra na Itália há duas décadas, desde a independência da Rússia, em 1991. Levavam anos buscando uma igreja na qual celebrar seu culto de maneira estável e o encontraram em uma igreja que os agostinianos recoletos construíram em Roma, entre 1667 e 1672.

Não é uma cessão da Igreja. Os recoletos continuam celebrando lá duas Eucaristias diárias, incluídos os domingos e dias festivos. Com o aval da diocese de Roma, os religiosos colocaram sua igreja à disposição dos irmãos ortodoxos, para que estes tenham um lugar onde encontrar-se e poder celebrar a Eucaristia.

No átrio do templo, quem recebeu o presidente georgiano foi o prior da comunidade religiosa, Pablo Panedas, que lhe deu as boas-vindas e recebeu dele o reconhecimento por ter acolhido a comunidade nacional georgiana.

Também o sacerdote ortodoxo Ioanne mostrou sua gratidão para com os agostinianos recoletos, no discurso com que acolheu o presidente. E a reiterou nas palavras que dirigiu aos fiéis, em sua maioria mulheres e jovens que trabalham na Itália como cuidadores ou no serviço doméstico.

Insistiu-lhes em que continuassem se reunindo e fortalecendo sua identidade e espiritualidade, porque – disse – “nós, os georgianos, somos pouca coisa quando estamos desunidos, mas quando estamos juntos e unidos, somos imbatíveis”.