Gesto concreto para recordar a partilha do pão cotidiano da reconciliação

Comunidade de Taizé comemora 50 anos da Igreja da Reconciliação

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TAIZÉ, sexta-feira, 10 de agosto de 2012(ZENIT.org) – A Comunidade de Taizé comemora 50 anos da Igreja da Reconciliação, inaugurada em 6 de Agosto de 1962, dia em que se celebra a Transfiguração de Cristo. É o principal local de encontro, onde todas as semanas o irmão Alois, prior de Taizé, encontra os jovens alí presentes.

O irmão Denis, que é arquiteto, elaborou o desenho e jovens alemães de um organismo criado para a reconciliação após a guerra, «Aktion Sühnezeichen», assumiram os trabalhos de construção da Igreja.

O fundador, irmão Roger, falecido em 2005 , escreveu há 50 anos: «Não é por acaso que a inauguração da igreja da Reconciliação foi agendada para o dia da festa da Transfiguração. Devemos, de fato, recordar-nos que Cristo opera a sua obra de transfiguração em nós e no próximo. Converte as resistências mais profundas que se opõem à reconciliação. Pouco a pouco, faz entrar a sua luz nas nossas trevas mais opacas.»

Em comemoração ao 50° aniversario da Igreja, o irmão Alois, prior de Taizé, assumiu um gesto concreto para recordar a partilha do pão quotidiano da reconciliação: “Através da «Operação Esperança», que apoia projetos em diferentes continentes, ajudaremos a partir deste momento e ao longo dos próximos três anos crianças desfavorecidas da cidade de Rumbek”, afirmou o prior. O Sudão do Sul é um país recentemente independente e saído de duas décadas de guerra.

Alguns exemplos de ajudas dadas recentemente pela «Operação Esperança»:Envios humanitários para a Coréia do Norte, medicamentos e material médico reunidos durante o Encontro Europeu de Berlim, no final de 2011; em 2009, Taizé imprimiu um milhão de Bíblias na China, durante o Encontro Europeu que reuniu 40.000 jovens em Bruxelas; apoio na abertura de furos de captação de água e a instalação de sistemas de bombagem de água, no Sahel; dentre outros.

“Permitam-me citar ainda algumas palavras que o irmão Roger escreveu para a inauguração desta igreja, palavras que poderão acompanhar-nos por um tempo:«Um homem reconciliado consigo mesmo e com o seu próximo encontra uma força viva (…) um dinamismo, uma nova Primavera.»”, conclui o irmão Alois, em meditação feita para a ocasião.

Hoje, a Comunidade ecumênica de Taizé reúne uma centena de irmãos, católicos e de diversas origens evangélicas, vindos quase trinta países diferentes. Irmãs de Santo André, uma comunidade católica internacional fundada há mais de sete séculos, irmãs Ursulinas polacas e irmãs de São Vicente de Paulo assumem uma parte das tarefas ligadas ao acolhimento dos jovens.

MEM