Governo italiano ainda não tem secretaria para a família

Presidente do Fórum das Associações Familiares: "É hora de devolver às famílias o que elas deram ao país"

Roma, (Zenit.org) Redacao | 407 visitas

"As economias das famílias [italianas] acabaram", estampa a manchete de hoje do jornal La Repubblica, em longa reportagem sobre as “manobras no orçamento” que as famílias italianas têm tido que fazer ao longo dos últimos quatro anos para “se virar” com as contas. Agora, porém, todas as poupanças das famílias do país e todos os cortes possíveis nos gastos estão esgotados. Chegou o colapso.

"Quantas vezes, nos últimos meses e anos, nós demos o alarme?", questiona Francesco Belletti, presidente do Fórum das Associações Familiares. "Não queríamos ser profetas da desgraça, mas sim explicitar a situação que as nossas associações percebem pelo contato direto e diário com as famílias. E nunca deram [no governo] nenhum sinal de atenção para as famílias”.

Prossegue Beletti:

“Mas agora, num momento em que parece vir da Europa uma injeção de liquidez e de confiança, o governo italiano não pode continuar em silêncio: mesmo entre as muitas prioridades, ele deve, definitivamente, se lembrar das famílias. Além de reduzir a carga fiscal sobre o trabalho, é urgente reduzir a carga sobre as famílias com dependentes. E sem esperar que a economia se reaqueça, porque a economia não vai se reaquecer sem as famílias”.

“Nesta situação, não podemos deixar de fazer nosso o pedido que chegou até o primeiro-ministro, feito por vários deputados e senadores da maioria das forças políticas, para criar uma secretaria específica para a família: uma ferramenta que trace o horizonte do apoio à família nos próximos anos”.

“Os planos não terão pernas para andar sem esta secretaria explícita. É hora de devolver às famílias o que elas deram ao país. O Estado e a política precisam se decidir hoje a investir na família e a reconhecer a contribuição que a família deu e ainda pode dar ao renascimento da Itália”.