Grande cultura exposta no Meeting de Rimini

Esperados mais de 700 mil visitantes

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RIMINI, terça-feira, 24 de agosto de 2011 (ZENIT.org) – De Pasternak a Manzoni, de Chesterton a Newman, dos afrescos da peregrinação de Santa Maria della Scala de Siena ao descobrimento dosquarks atômicos, das Virgens de Abruzzo entre o Medievo e o Renascimento ao profeta Ezequiel, de Dante Alighieri a São Carlos Borromeu, das descobertas arqueológicas da presença de Cristo aos 150 anos de subsidiariedade da história italiana.

Tudo isso é exposto em uma mostra sabiamente ilustrada e explicada por estudiosos, protagonistas e testemunhas no Meeting de Rimini, que se abriu em 21 de agosto e encerrará no próximo dia 27.

O Meeting de Rimini é o maior e mais significativo encontro dos povos, com caráter cultural, que a Fundação Meeting pela Amizade entre os Povos organiza há 32 anos e que prevê a presença certa de mais de 700 mil visitantes.

Em 21 de agosto, às 15h, foi apresentada a exposição dedicada ao escritor russo Boris Pasternak, autor de “Doctor Zhivago”. Estiveram presentes os responsáveis pela mostra, o diretor do Instituto Italiano da Cultura em Moscou, Adriano Dell'Asta, e a fundadora da Fundação Rússia Cristã, Giovanna Parravicini. Participou também a poetisa russa Ol’ga Aleksandrovna Sedakova, figura de destaque na literatura contemporânea. Sedakova contou sua experiência com os escritos de Pasternak e de como estes circulavam clandestinamente, “ressoando como cartas apostólicas”.

Às 19h, foi apresentada a exposição sobre os afrescos da peregrinação de Santa Maria della Scala de Siena, pelo presidente da Companhia das Obras de Bernhard Scholz, acompanhado pela professora Mariela Carlotti e por Enrico Loccioni, presidente do Grupo Loccioni.

Segundo Scholz, é “uma obra que nos interroga ainda hoje e que nos leva a pedir a certeza de que toda obra nascida do desejo autêntico do homem seja um bem para todos, que continue desafiando nossa criatividade para contribuir na construção de um mundo mais humano”.

Na segunda-feira, 22 de agosto, foi apresentada a exposição “Cor ad cor loquitur. A certeza de Newman, consciência e realidade”, com a introdução de Javier Prades López, decano da faculdade teológica São Dâmaso de Madri, e com as intervenções de Edoardo Aldo Cerrato, procurador-geral da Confoederatio Oratorii Sancti Philippo Nerii, e de Ian Ker, docente de teologia em Oxford, especialista no Beato John Henry Newman, sobre quem escreveu e preparou mais de 20 livros, entre os quais se encontra a biografia do beato.

No dia 23 de agosto, foi realizado o encontro “Amar a realidade, defender a razão: ver o mundo com os olhos de Chesterton”, da qual participaram Alison Milbank, docente de literatura e teologia na Universidade de Nottingham, Edoardo Rialti, professor e tradutor de literatura inglesa, e o jornalista Ubaldo Casotto.

Hoje, foi falado sobre o conhecimento científico, com a presença do professor John Polkinghorne, do Queens’ College de Cambridge, coprotagonista, em 1964, da descoberta dos quarts atômicos. Foi apresentado por Marco Bersanelli, docente de astrofísica na Universidade de Estudos de Milão.

No dia 25 de agosto, será apresentada a exposição “São Carlos Borromeu. A casa construída sobre rocha”, preparada por Giuseppe Bolis, docente de teologia na Universidade Católica do Sagrado Coração, de Milão. No evento, participarão o cardeal Dionigi Tettamanzi, administrador apostólico da arquidiocese de Milão, e o jornalista Armando Torno.

No mesmo dia, Davide Rondoni apresentará a conferência “Manzoni e o resgate do povo”. Participará Mario Morcellini, decano da faculdade de ciências da comunicação na Universidade La Sapienza de Roma.

(Antonio Gaspari)