"Grande honra ser vigário do Santo Padre!"

Felicitações do cardeal Agostino Vallini pelos sete anos de pontificado de Bento XVI

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ROMA, quarta-feira, 25 de abril de 2012 (ZENIT.org) - "Cuidado, compromisso e paixão por evangelizar": é a espinha dorsal do magistério de Bento XVI, de acordo com o cardeal vigário Agostino Vallini, entrevistado pelo programa Ecclesia in Urbe, do Vicariato de Roma, que vai ao ar toda quinta-feira na Rádio Vaticano .

O sétimo aniversário deste pontificado, em 19 de abril, foi o tema da conversa com o vigário de Sua Santidade, que ressaltou o "cuidado pastoral" do papa com a sua diocese.

Se "João Paulo II entrou para a história como o papa da nova evangelização, Bento XVI não fica atrás", afirmou Vallini, dizendo que o papa "nos lembra constantemente desse compromisso, nos convidando a uma reflexão mais profunda, a pensar nas razões culturais do afastamento de tantas pessoas da fé e da vida cristã".

Basta pensar "no que o papa disse sobre o grande perigo do nosso tempo, que a fé se apague no coração de tantas pessoas". Palavras muito fortes "para indicar o quanto é urgente pregar o evangelho".

"Este é o alicerce de todo o magistério", disse o cardeal, explicando que, sem a proclamação do evangelho, sem despertar a fé, "todo o resto perde o valor".

Perguntado sobre o que pensa do seu bispo, que ao mesmo tempo é o pastor de toda a Igreja, Vallini enfatizou o "grande interesse do povo pelo papa", que é especialmente evidente nas visitas pastorais às paróquias , hospitais, ou, mais recentemente, ao presídio de Rebibbia. As pessoas se aproximam do pontífice e notam "a ternura, a delicadeza, o afeto de pai, que às vezes não se percebe de longe".

São características que o cardeal conhece bem, porque o seu ministério, que é "bonito, mas também muito desafiador", o mantém constantemente ao lado do Santo Padre. "É uma grande honra ser incentivado pelo testemunho dele, pela sua bondade e confiança em mim, manifestada em muitas ocasiões, que são certamente uma grande ajuda e uma grande força".

No final da entrevista, o cardeal vigário expressou suas felicitações pessoais ao papa pelos sete anos de pontificado, em nome de toda a igreja de Roma e de todo o povo de Deus. "Que o Senhor preserve o papa, com a confiança de recebermos dele uma orientação espiritual, pastoral, humana, que é uma rica herança da qual não podemos prescindir".