Grupo Jabhat Al Nusra impediu as negociações para libertar 12 freiras sequestradas

Dificuldade para libertar as irmãs sequestradas em Maalula

Roma, (Zenit.org) Naman Tarcha | 375 visitas

A cidade de Maalula é um símbolo do cristianismo, o último lugar onde ainda se fala o aramaico, a língua de Cristo. Era 01 de dezembro de 2013, quando Jabhat Al Nusra, um grupo terrorista ligado à Al Qaeda, atacou a cidade cristã, que está a 60 km da capital, Damasco. Um verdadeiro massacre civil: casas queimadas, saques e antigos mosteiros destruídos.

Apesar de alguns apelos, da preocupação da Santa Sé e da comunidade internacional, os terroristas atacaram o mosteiro de Santa Tecla, e sequestraram 12 freiras, que foram levadas para um local desconhecido.

O Papa Francisco, do Vaticano, fez um forte apelo ao mundo: "Desejo convidar a todos para rezar pelas freiras do mosteiro greco- ortodoxo de Santa Tecla, em Maalula, na Síria, que foram levadas à força por homens armados". Após a condenação unânime da barbárie, se intensificaram as negociações com os rebeldes para a liberação das freiras.

A mediar as negociações estão o general Abbass Ibrahim, chefe da Segurança Nacional libanesa, e uma delegação do governo do Catar, que mantém contato direto com os rebeldes.

A TV Al Jazeera do Estado do Qatar, colocou no ar imagens das freiras, em um local não identificado, sentadas em uma sala, aparentemente calmas, mas desprovidas de suas próprias cruzes.

No video, as freiras disseram que se sentem bem e pediram para que fossem aceitas as condições impostas pelos sequestradores.

De acordo com algumas fontes, as freiras de Maalula estão nas mãos do grupo Jabhat Al Nusra. E estariam na cidade cristã de Yabroud no Al Qalamun, sob o controle de um jihadista de nacionalidade kuwaitiana, que conduz as negociações.

George Hasswani, empresário cristão do local, diretamente envolvido nas negociações, ofereceu a própria casa para os terroristas, para abrigar as freiras sequestradas. As negociações avançaram, e quando parecia ter chegado a um acordo, tudo foi bloqueado. As negociações foram impedidas pelo grupo saudita Jabhat Al Nusra, que se diz ligado ao serviço secreto da Arábia Saudita.

As condições impostas pelo grupo Jabhat Al Nusra são: fim das negociações através Qatar; a libertação imediata de 500 jihadistas do Jabhat Al Nusra, detidos em prisões sírias e libanesas, e especialmente: garantias do governo sírio para não atacar a cidade de Yabroud, ocupada pelos rebeldes da Al Nusra, atualmente sitiada pelo exército sírio.

(Trad.:MEM)