Guardas Suíços: a vida por Cristo e pelo seu vigário na terra

Bento XVI recebe em audiência os novos recrutas e seus familiares

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Lucas Marcolivio

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 8 de maio de 2012 (ZENIT.org) - Por ocasião do juramento dos novos recrutas da Guarda Suíça Pontifícia, o papa Bento XVI os recebeu, acompanhados das suas famílias, para uma breve audiência na Sala Clementina Apostólica.

O Santo Padre destacou, em primeiro lugar, o privilégio dos guardas suíços de trabalhar no "coração do cristianismo" e viver na Cidade Eterna, onde fazem "a experiência única da universalidade da Igreja e aprofundam a sua fé, especialmente nos momentos de oração e nas reuniões que caracterizam estes dias".

O papa expressou "profundo apreço" pelos jovens que optam por "dedicar alguns anos de sua existência em total disponibilidade ao Sucessor de Pedro e aos seus colaboradores". De fato, o trabalho da Guarda Suíça, que se destaca "pela lealdade inquestionável ao papa”, tornou-se heroico no Saque de Roma de 6 de maio de 1527, quando vários guardas sacrificaram suas vidas para defender o Sucessor de Pedro.

“O serviço especial da Guarda Suíça”, continuou Bento XVI, “não podia então e até hoje não pode ser realizado sem as características que distinguem cada membro do corpo: a firmeza na fé católica, a lealdade e o amor à Igreja de Jesus Cristo, a diligência e a perseverança nas pequenas e grandes tarefas diárias, a coragem e humildade, a abnegação e disponibilidade. Estas virtudes devem ocupar o seu coração no serviço de honra e de segurança do Vaticano”.

O papa pediu que os guardas estejam sempre "atentos ao próximo" e se apoiem "no cotidiano" para edificar uns aos outros e preservar o "estilo da caridade evangélica" para com todas as pessoas que eles encontram diariamente.

O segredo da eficácia do trabalho realizado pelos guardas papais, de acordo com Bento XVI, é a sua "referência constante a Cristo". Em várias ocasiões, prosseguiu o Santo Padre, muitos deles "foram chamados a seguir o Senhor no sacerdócio ou na vida consagrada, e responderam com prontidão e entusiasmo". Outros "coroaram com o sacramento do matrimônio a sua vocação matrimonial".

O papa rezou para que os novos recrutas "respondam plenamente ao chamado de Cristo a segui-lo com generosidade fiel". Aconselhou-os a tirar proveito do tempo passado em Roma "para crescer na amizade com Cristo, amar mais e mais a sua Igreja e avançar em direção à meta de toda verdadeira vida cristã: a santidade".

Para encerrar, o pontífice invocou a bênção maternal de Maria, para que, no seu mês de maio, ela ajude os novos guardas papais a experimentar uma comunhão mais profunda com Deus, “que começa na terra e será completada no céu”.