Há duas semanas do início do Sínodo

Iniciativas e sugestões dos primeiros 13 dias dos trabalhos sinodais

| 752 visitas

Por A.G.

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 17 de outubro de 2012 (ZENIT.org) - Durante o briefing diário para os jornalistas Don Giorgio Constantino, porta-voz do Sínodo para a língua italiana, ofereceu hoje as primeiras estatísticas.

Até hoje pela manhã já foram 224 os Padres Sinodais que intervieram no Sínodo dos Bispos que acontece no Vaticano em Roma.

São 13 os padres sinodais que apresentaram uma intervenção escrita e 83 os Padres que falaram no debate livre.

No Sínodo também intervieram 11 delegados fraternos, 3 enviados especiais e 9 ouvintes, para um total de 343 intervenções.

Uma das questões mais debatidas até agora diz respeito aos movimentos eclesiais, a sua relação com as paróquias, as dioceses, as Conferências episcopais. Muitas intervenções pediram com coragem para abrir as portas das igrejas aos leigos e movimentos.

Muitas as intervenções também sobre a recuperação de uma identidade clara. Na linha do Pontífice, que na abertura tinha falado de “confissão” e “caridade”, vários Padres Conciliares fizeram o chamado à conversão do coração partindo dos Pastores que deveriam se tornar um “exemplo”, testemunhas do Evangelho para todos os fiéis.

Cuidado e atenção também na relação entre cristãos e muçulmanos. Apesar de reconhecer os graves perigos mostrados pelos grupos fundamentalistas, vários padres Sinodais expressaram a vontade de reforçar a unidade entre católicos e muçulmanos para derrotar o extremismo.

Sobre a delegação que irá para a Síria, a pedido do Papa Bento XVI, a fim de mostrar solidariedade fraterna e apoio a todos aqueles que estão trabalhando pela Paz, o porta-voz, Pe. Constantino narrou que o Patriarca de Antioquia dos Melquitas, com sede em Damasco, Gregório III Laham, B.S. agradeceu com lágrimas ao Papa e aos Padres sinodais.

Durante uma intervenção claramente articulada o Secretário de Estado, cardeal Tarcisio Bertone, explicou a importância para a evangelização que a diplomacia Vaticana pode ter.

Sobre isso anunciou que o Santo Padre decidiu convocar em Roma, no próximo mês de junho, todos os Núncios, os Delegados Apostólicos e os Observadores permanentes para um encontro de reflexão, que segue aquele realizado mais de dez anos atrás, por ocasião do Grande Jubileu do ano 2000.

"Será uma oportunidade para uma troca de experiências e para aprofundar o sentido da missão dos Representantes Pontifícios nas circunstâncias de hoje", concluiu o Secretário de Estado.

(Trad.TS)