Habemus Papam!

Bendito o que vem em nome do Senhor

Crato, (Zenit.org) Vitaliano Mattioli | 1110 visitas

A eleição de um novo Papa nos lembra a importância da Sede de Roma. Na realidade não se elege um novo Papa mas um novo Bispo de Roma, que por este motivo, automaticamente assume a responsabilidade também da Igreja universal, tornando-se Papa.

Isso significa que a Sede de Roma não é uma das tantas Sedes episcopais, mas é a Sede por excelência, em quanto que é a última Sede ocupada pelo Apóstolo Pedro, depois de Jerusalém e Antioquia.

O Concílio Vaticano I declarou que “a Santa Sé Apostólica e o Romano Pontífice tem o primado sobre todo o orbe e que o mesmo Romano Pontífice é o sucessor do bem-aventurado Pedro e cabeça de toda a Igreja”.

A Igreja sempre sustentou esta verdade. Basta citar o grande Padre da Igreja Inácio de Antioquia, bispo e mártir, que na carta aos Romanos (ano  107), escreveu assim falando da Igreja de Roma: “A Igreja que preside na região dos romanos, digna de Deus, digna de honra, digna de ser chamada feliz, digna de louvor, digna de sucesso,digna de pureza,  que preside ao amor”.

Este primado da Igreja de Roma não envolve somente o governo da Igreja, mas também, e sobretudo, a transmissão da verdade.

O grande histórico da Igreja, Eusébio de Cesaréia (III-IV sec), na sua História Eclesiástica, pensou apresentar a sucessão dos Bispos das dioceses particulares. Mas deu-se conta de que era um trabalho inútil: bastava apresentar a sucessão ininterrupta dos Bispos de Roma para garantir a transmissão da Verdade, ou seja, a pureza da Tradição que a partir de Cristo, passando por Pedro e continuando ininterruptamente para os seus sucessores, chegou até nós.

Por isso Eusébio conclui assim: “a tradição proveniente dos apóstolos e o anúncio da verdade chegaram  até nós”  (5, 6, 5).

Por isso, temos a garantia de estar na Verdade.

A longa lista dos Papas (266 incluindo S. Pietro), não salva somente um elemento histórico fundamental mas define a ideia do primado da Igreja de Roma, ou seja, da ligação entre Cristo e Pedro, para esclarecer o assunto da herança apostólica que se projeta no episcopado romano considerado no tempo e na história.

Papa Francisco é o 266º Vigário de Cristo. É ele que detêm o depósito da Fé que deve proteger e transmitir sem adulterações ao mundo de hoje. Falar de um Papa tradicionalista, conservador ou progressista não tem nenhum sentido. O Papa é Papa que, continuando na fidelidade à Tradição, deve apresentá-la em uma linguagem acessível ao homem do século XXI. O único que podemos fazer é respeitar e orar.