Haiti: um ano após terremoto, dor, solidariedade e esperança

Cáritas sempre ajudando em primeira linha

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ROMA, quinta-feira, 13 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) - Um ano após o trágico terremoto no Haiti, que, em 12 de janeiro de 2010, causou 230 mil mortos e um milhão de deslocados, a Cáritas continua prestando seus serviços de ajuda ao país.

A organização lançou, em maio de 2010, um programa que prevê o investimento de 217 milhões de dólares para reconstruir casas, escolas, centros de saúde e comunitários. Atividades como a construção e reforma de casas, além de garantir novas construções resistentes a terremotos, representam quase um terço do orçamento.

A Cáritas Internacional é o braço direito oficial da Igreja Católica e está composta por 165 instituições de caridade. Onze membros da Cáritas trabalham lá, juntamente com a Cáritas Haiti, no programa de reconstrução, que tem o apoio de 60 membros da organização.

"Em memória do cataclismo que atingiu o nosso país, nós nos reunimos hoje para aliviar nossa dor e curar as nossas feridas", afirmaram, em um comunicado conjunto, as organizações da Cáritas que trabalham no Haiti.

"Os ausentes, desaparecidos, órfãos e vítimas são muitos - acrescentam. Mas não foi tanto o terremoto que levou os nossos filhos, nossos pais, nossos parentes e nossos amigos, mas os escândalos, a pobreza, o abuso dos direitos sociais dos mais pobres, a ignorância, a irresponsabilidade."

Três meses após o terremoto, a ajuda da Cáritas chegou a mais de um milhão e meio de sobreviventes.

"Naquele terrível 12 de janeiro de 2010, a família haitiana acordou de repente. Cada haitiano socorreu seu irmão. O mundo se uniu em um espírito de solidariedade unânime e imensurável. Que este impulso de fraternidade, de humanismo excepcional, continue, para ajudar os mais vulneráveis", deseja a Cáritas.

"A família Cáritas Haiti está convencida de que é possível obter um mundo diferente no país, um mundo sem fome, sem analfabetismo; um mundo que oferece um teto a todos. Acreditamos em nossa capacidade de construir um mundo melhor e mais humano, um país de amor e de igualdade", declaram.

Mais de um milhão de pessoas ainda vive em barracas, em condições intoleráveis. Os membros da Cáritas, em sua declaração, se empenharam em "despertar as consciências contra aquilo que é inaceitável".

Neste primeiro aniversário, será celebrada uma Missa no átrio da catedral em ruínas de Nossa Senhora de Porto Príncipe, capital do Haiti. A Cáritas também organizará uma cerimônia no bairro de Duval, para lançar a pedra fundamental de um novo projeto.