Hoje é dia de festa pela alegria do dom do sacerdócio, diz arcebispo

Padre “é selado na sua existência, apesar de seus limites humanos, como dom”

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BELO HORIZONTE, sexta-feira, 11 de junho de 2010 (ZENIT.org) - Neste dia em que o Papa promove o encerramento do Ano Sacerdotal em Roma, o momento é “de festa, sem triunfalismos, pela alegria do dom do sacerdócio”, afirma o arcebispo de Belo Horizonte (Brasil), Dom Walmor Oliveira de Azevedo.

“Hoje, o mundo se volta para a Praça de São Pedro, no Vaticano, em Roma, e impressionam as cenas maravilhosas”, destaca o arcebispo, em artigo divulgado no site da arquidiocese.

“Desde ontem, milhares de sacerdotes presentes, bispos, evangelizadores e ministros - o Povo de Deus ao redor do altar, para celebrar esse grande dom, sob a presidência terna e exemplar do sacerdote que é o Papa Bento XVI.”

Dom Walmor considera que este momento “abre um novo ciclo na vida da Igreja, na coragem de ações e na qualificação de empenhos, fortalecendo o dom do sacerdócio ao fazer de cada Padre um anunciador da Palavra de Deus, educador da fé e da moral da Igreja”.

A festa em Roma estende-se “numa grande rede de ternura e amor, recordando sacerdotes amigos, servidores, presença de Deus nas suas vidas”.

“Aceite o convite para participar dessa festa, com um gesto simples e significativo, demonstrando gratidão e amor ao seu sacerdote conhecido, amigo: com uma oração, com um telefonema, um contato por meio eletrônico, uma carta, um abraço, ou a presença na celebração eucarística”, convida o arcebispo.

“Tudo fecundado por lembranças de empenhos abnegados, proféticos. Lembranças de palavras e gestos do dom do sacerdócio dom”, afirma.

Significado

O termo sacerdócio – explica Dom Walmor – “abriga na sua significação semântica referência à generosidade e ao desvelo no exercício de uma missão”.

“A missão exercida de modo sacerdotal significa corajosa e denodada oferta de si, porque assume sacrifícios, ultrapassa com destemor horários, desafios, situações difíceis e adversas. Vale o bem, o que beneficia o outro. O bem daqueles que mais precisam.”

Sacerdócio, então – prossegue o arcebispo –, “torna-se referência honrosa e qualificadora de um exercício profissional, de um devotamento voluntário a causas humanitárias e nobres na edificação de uma sociedade mais justa e solidária”.

No sentido estrito de sua significação, sacerdócio “é referência àquele que consagra sua vida a serviço do Evangelho, no seu anúncio, movido por um amor apaixonado por Jesus Cristo”.

“Significa o permanente desafio de traduzir este amor em gestos e comprometimentos, como guia de um povo, educador de sua fé, referência de sua unidade na experiência de celebrar e testemunhar o Deus da vida.”

O sacerdote – enfatiza Dom Walmor – “é selado na sua existência, apesar de seus limites humanos, como dom, em tudo o que faz, em tudo o que é. É desafiado a ser coerente, verdadeiro, sincero, transparente, a exemplo de seu Mestre e Senhor, que ‘não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos’”.