Homilética: Primeiro domingo da Quaresma

Comentário do Pe. Antonio Rivero, L.C. sobre a liturgia dominical

São Paulo, (Zenit.org) Pe. Antonio Rivero, L.C. | 459 visitas

Ciclo A

Textos: Gênesis 2, 7-9; 3, 1-7: Romanos 5, 12-19; Mateus 4, 1-11

Tema: a tentação.

Ideia principal: a tentação é companheira de viagem aqui na terra.

Resumo da mensagem: Deus por amor cria o homem e a mulher para torná-los partícipes do seu amor. O inimigo tinha inveja do amor que Deus manifestava por estas primeiras criaturas humanas, assediou lhes com a mais terrível das tentações, a soberba, “sereis como deuses”, fez o convite para que eles se desligassem de Deus como ele tinha feito. Eles caíram. E as consequências foram desastrosas, não somente para eles, mas também para toda a humanidade, pois herdamos deles o pecado original e os seus frutos: pecado e mais pecado (primeira leitura). Se cresceu o pecado, mais abundante foi a graça em Jesus Cristo que nos justificou (segunda leitura), vencendo o inimigo e fazendo-nos participar da sua vitória (evangelho).

Pontos da ideia principal:

Em primeiro lugar, a tentação dos nossos primeiros pais, Adão e Eva, foi diabólica. Nada menos que desterrar Deus das suas vidas para ser como Deus, sem depender de ninguém e nem obedecer a ninguém. É o pecado da soberba que o inimigo inoculou nas faculdades nobres que Deus tinha colocado nas suas primeiras criaturas para torná-los partícipes do seu amor e da sua ternura: mente para conhecer a Deus, vontade para escolher a Deus e servi-lo, e um coração para amá-lo. A tristeza e a decepção de Deus Pai foram imensas. Ele não esperava isso. Não merecia isso.

Em segundo lugar, menos mal que Jesus veio para nos ensinar a lutar contra as tentações e para nos dar as forças para vencer. As três tentações de Jesus abarcam os três campos atraentes para todos: a ânsia de desfrutar, o desejo da vaidade e a ambição do poder. Tentações dirigidas a sua missão como Messias e Salvador: levá-lo a um messianismo triunfal, fácil, favorável, como prestigio pessoal e poder. Jesus sai vencedor de todas estas tentações e se mantém fiel e totalmente disponível ao plano salvador de Deus, dando-nos o exemplo para ser seguido e a graça para vencer, que passará pela oração, pelo sacrifício e pelos sacramentos.

Finalmente, a Quaresma é tempo propício para ir com Jesus ao deserto e fortalecer os músculos da nossa alma e assim estar prontos para os embates das tentações do nosso inimigo. As nossas tentações têm o mesmo sabor que as tentações de Jesus, pois o inimigo conhece muito bem o nosso calcanhar de Aquiles. Queremos vencer as tentações? Aliemo-nos, como Jesus, a Palavra de Deus que é espada bem afiada, façamos jejum de tudo aquilo que corrompe a nossa vontade e mancha a nossa afetividade; alimentemo-nos com os sacramentos e não demos atenção as mentiras e propostas do inimigo.

Para refletir: Diz Santo Agostinho: “Consideras que Cristo foi tentado, e não consideras que venceu a tentação? Reconhece-te tentado Nele, e reconhece-te vitorioso Nele”. Quais são as suas tentações mas frequentes? Quais são os meios que você coloca para vencê-las?

Qualquer sugestão ou dúvida podem comunicar-se com o padre Antonio neste e-mail:

arivero@legionaries.org